Boato gera motim, quebra-quebra e agressão na Usip
Cotidiano 26/09/2016 13h38Por Will Rodriguez
Uma informação inverídica provocou o motim de alguns internos da Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip), em Aracaju, no último final de semana. O conflito registrado entre a noite de sexta-feira (23) e a madrugada do sábado (24) terminou com três menores apreendidos, agentes de medidas socioeducativas feridos, além de vários objetos de uma das alas destruídos.
Segundo o assessor de comunicação da Fundação Renascer, Milton Alves Júnior, o conflito foi desencadeado após a divulgação da falsa notícia sobre a morte de um interno que está internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). A informação teria sido divulgada por um funcionário da Usip e deixou todos os adolescentes revoltados. “Dialogamos para esclarecer o fato e algumas alas se acalmaram”, disse.
Todavia, os internos da Ala 7 continuaram inflamados, conforme relatou um dos agentes em depoimento na Delegacia Plantonista. Segundo ele, os menores bateram grades e também jogaram fezes e urina contra os agentes que tentavam contornar a situação. Além disso, colchões foram queimados, aparelhos de televisão e vasos sanitários foram quebrados e os pedaços de vidro utilizados como armas artesanais.
O Batalhão de Choque chegou a ser acionado, mas antes que eles chegassem, por volta de 23h30, o motim começou a ser controlado, de acordo com a assessoria da Renascer. Quando os internos estavam sendo transferidos para a quadra da unidade a fim de que fosse feita revista e limpeza das alas, três deles voltaram a se rebelar e chegaram a agredir agentes de medidas socioeducativas. Os infratores, reincidentes, foram levados para Delegacia e autuados por tentativa de homicídio e dano qualificado.
O assessor da Fundação informou ainda que uma sindicância interna foi instaurada para apurar de quem foi a responsabilidade pela divulgação da notícia falsa a fim de que medidas administrativas sejam adotadas.
A Usip, que é uma unidade de internação temporária, está superlotada. O espaço que deveria abrigar 50 internos, hoje comporta 104. Segundo a Renascer, o número elevado de menores custodiados decorre da redução de evasões. A unidade está sem o registro de rebeliões e evasões desde dezembro de 2015.

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