Bandidos tocam o terror no interior de Sergipe
População precisa pegar em armas para se proteger
Cotidiano 02/09/2014 08h30

Por Marcio Rocha

A reportagem F5 News está recebendo várias denúncias de ações de bandidos no interior sergipano. De acordo com moradores das cidades de Capela, Nossa Senhora de Lourdes, Ribeirópolis, Poço Redondo, Simão Dias, Itabaianinha e Umbaúba que conversaram com a reportagem, o clima nos municípios é de completo medo por conta do avanço das ações de bandidos que tomaram conta das ruas.

De acordo com o agricultor Samuel Santos, morador da cidade de Simão Dias, a criminalidade na cidade está avançando e a população está desprotegida por ausência de policiais. Segundo ele, não há condição de ficar na área urbana da cidade em momento nenhum, pois há o risco iminente de assaltos. Segundo Samuel, a cidade conta com apenas duas viaturas e cinco policiais à disposição para proteger uma população de 40 mil habitantes. Os assaltos acontecem à luz do dia e na sua maioria, os bandidos são viciados em drogas conhecidos da região.

Já na cidade de Nossa Senhora de Lourdes, um lugar pacato com pouco mais de seis mil habitantes, o clima não é diferente. O terror se instalou na área urbana e rural da cidade. Segundo um morador local, é necessário que alguém que more em sítio, fazenda ou em uma casa isolada da cidade, tenha uma arma em mãos para poder se defender dos marginais que tentam realizar assaltos constantemente. Segundo o proprietário rural, é a única maneira de se defender em um lugar que só tem um policial para atender as ocorrências da cidade. O clima é similar em cidades do baixo São Francisco e também  no sul de Sergipe, a exemplo de Itabaianinha e Umbaúba.

Na cidade de Ribeirópolis, a ex-prefeita Regina Passos conversou com a reportagem F5 News e comentou que vários homicídios estão acontecendo na cidade. Regina destacou que Ribeirópolis nunca viveu um clima de medo como na atualidade. São mais de vinte homicídios sem solução por parte da polícia. Toda semana ocorrem casos de assassinatos na cidade e não se prende os culpados, segundo a ex-prefeita.

As delegacias das cidades sergipanas, nos municípios que não sediam batalhões de polícia militar, estão em sua maioria com apenas um ou dois policiais à disposição. De acordo com policiais militares que pediram reserva na fonte, trabalhar a segurança no interior está ficando cada dia mais difícil, pois a bandidagem está em crescimento devido ao avanço das drogas.

SSP

O assessor de comunicação da Secretaria de Segurança Pública, Sérgio Freire, confirmou que há dificuldades na administração do serviço de proteção policial para os municípios sergipanos. Sérgio destacou que a causa do problema de deficiência de policiais nas cidades é o baixo efetivo policial em Sergipe na atualidade. Segundo ele, os problemas de policiamento das cidades do interior sergipano estarão mais bem guarnecidas de policiais a partir de novembro, quando mais 651 homens serão incorporados aos quadros da Polícia Militar.

Sérgio disse que além dos 651 convocados para assumir postos de trabalho na Polícia Militar, mais 600 excedentes do concurso realizado neste ano serão chamados para dar maior suporte à força policial militar sergipana. Até dezembro, os policiais serão convocados. Além disso, há a previsão de realização de concurso para a Polícia Civil, que poderá chegar à monta de 500 agentes e 100 escrivães. Com a inserção dos novos policiais nas duas corporações do estado, segundo Freire, os problemas de atendimento policial estarão minorados em Sergipe.

 

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