Banco da Colômbia: preso confessa esquema de empréstimos a juros altos
Polícia Federal ainda procura outros três colombianos Cotidiano 10/07/2015 12h29Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
Até o final da manhã desta sexta-feira (10), a Polícia Federal confirmou a prisão de apenas um colombiano que estaria envolvido com o esquema de empréstimos a juros extorsivos para pequenos comerciantes em Sergipe. Jhon Edinison Galvis Salazar, que utilizava o nome falso de Pablo, foi preso no começo da manhã em um apartamento localizado no bairro Atalaia, zona Sul da capital sergipana. Ele é apontado como um dos cobradores do bando e confessou o crime.
“Com ele encontramos pouco mais de 7 mil reais referentes a eventuais pagamentos e novos empréstimos que seriam feitos no inicio da próxima semana. Ele confessou de forma tranquila que está aqui no Brasil apenas para negociar empréstimos a juros extorsivos e não apresentou nenhuma outra fonte de renda”, detalhou o delegado federal Marcio Alberto Gomes.
A PF também apreendeu agendas com controles de pagamentos, celulares, computadores e uma motocicleta. Outro colombiano estava no apartamento na hora da operação, mas ele não foi detido. “O segundo não tinha mandado de prisão e não foi pego em situação de flagrante extorquindo ou emprestando”, esclareceu o delegado.
Modus Operandi
Os colombianos atuam em Sergipe há pelo menos seis meses e estão em situação regular no país. Os acusados poderão ser expulsos.
A origem do dinheiro ainda não foi identificada. Eles emprestavam dinheiro e cobravam juros de até 20% em 20 dias com pagamentos diários na região da Grande Aracaju. Por exemplo, se uma pessoa pegasse R$ 1.000 emprestados, teria que pagar R$ 60,00 diariamente durante 20 dias.
“Eles emprestavam até cinco mil reais e, se a pessoa não efetuasse o pagamento, recebia ameaças de ter o patrimônio destruído. Ainda não temos como mensurar a quantidades de vítimas porque os cartões eram repassados indistintamente no centro da cidade. Os pequenos comerciantes acabavam cedendo pela possibilidade de ter crédito sem a necessidade de comprovação. O dinheiro é aparentemente fácil, mas no final das contas as pessoas se tornavam reféns porque a taxa de juros é muito superior a cobrada pelas instituições oficiais e a pessoa não conseguia honrar com o compromisso”, disse o delegado Marcio Alberto.As investigações prosseguem com o objetivo de prender os demais envolvidos. Os investigados responderão pelas penas dos artigos 4º, a, da Lei nº 1.521/51 (agiotagem), artigos 158 e 288 do Código Penal (associação criminosa e extorsão) e artigo 1º, § 1º, I, da Lei 9.613/98 (lavagem de dinheiro).
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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