Bancários sergipanos vão entrar em greve a partir do dia 6 de outubro
Cotidiano 02/10/2015 07h37Da Redação
Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (1), os bancários sergipanos decidiram deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 6 de outubro. A decisão segue um direcionamento nacional rejeitando rejeição à contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
E em assembleia específica, os funcionários do Banco do Estado de Sergipe (Banese) decidiram aceitar a proposta apresentada pelo banco estadual. Assim como em 2014, o Banese ficou fora do movimento grevista. “Em Sergipe, com a exceção do Banese, aprovamos a greve para pressionarmos os banqueiros a apresentar uma proposta melhor, acima da inflação”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Ivânia Pereira.
A presidente do Seeb/SE participará da reunião do Comando Nacional dos Bancários, que será realizada nesta sexta-feira (2), em São Paulo. Na próxima segunda-feira (5), às 18h30, o SEEEB/SE fará nova assembleia de organização da greve.
Em São Paulo, durante a sexta rodada de negociações, a Fenaban apresentou na manhã de hoje a proposta de 5,5% de reajuste salarial e um abano no valor de R$ de 2.500,00.
"Depois de longas rodadas de negociações e com todo o lucro obtido pelos bancos, a Fenaban mantém sua intransigência. Nacionalmente, os dirigentes dos sindicatos de bancários lamentam essa postura dos banqueiros e pedem apoio à população, clientes e usuários à causa dos funcionários das instituições financeiras. Trata-se de um dos setores econômicos mais poderoso do País e que vem adoecendo os seus trabalhadores e trabalhadoras com metas inatingíveis, para extrair lucros fabulosos", afirma Ivânia Pereira.
Em Aracaju, a Campanha Nacional dos Bancários 2015/2016, que traz o mote "Exploração não tem perdão" foi lançada no dia 21 de agosto. K
De acordo com o secretário de Esporte do SEEB/SE, Adilson Azevedo, a campanha não está reduzida a questões salariais dos funcionários. "A nossa pauta é ampla. Defendemos o fim das filas e melhores condições de trabalho que afetam diretamente todos os clientes e usuários de bancos", destaca Adilson Azevedo.
Reivindicações
Além do reajuste salarial de 16%, que inclui a reposição da inflação mais 5,7% de aumento real, os bancários reivindicam participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mais parcela fixa de R$7.246,82; 14º salário; piso salarial equivalente ao salário mínimo indicado pelo Dieese, que hoje é de R$3.299,66; aumento no valor dos vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá para R$788,00 ao mês cada; garantia de emprego, fim da pressão por metas e do assédio moral, dentre outras questões importantes.
*Com informações do Seeb/SE
Foto: F5 News

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