Bancários lançam campanha nacional em Sergipe
Melhores condições de trabalho e piso salarial são objetivos principais
Cotidiano 16/08/2012 11h30

Por Fernanda Araujo

Durante a manhã desta quinta-feira (16), funcionários das agências bancárias de Aracaju (SE) se reuniram no calçadão da Rua João Pessoa para o lançamento simbólico da Campanha Nacional dos Bancários de 2012 e 2013 em Sergipe.

Após a greve, o objetivo da campanha é informar a população e aos bancários sobre as negociações da campanha salarial entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de São Paulo e o comando nacional de negociação. O diálogo em São Paulo foi iniciado na semana passada e será retomado na próxima sexta-feira (21).

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb), José Souza (foto abaixo), durante os próximos dias as discussões serão em torno das condições de trabalho, piso salarial, terceirização, entre outros. “Vamos discutir a nossa posição contra as terceirizações, contra os correspondentes bancários que é uma forma de precarizar os serviços, contra a rotatividade no setor, que é bastante elevada. Outro eixo é o da saúde e da segurança. O bancário é sempre afetado pela pressão exercida sobre ele para alcançar a meta do banco. Isso se transforma em assédio moral e causa problemas de saúde”, explica.

Os funcionários reivindicam ainda maior participação dos lucros e a inflação do período mais 5% de ganho real, além de um piso nacional dos bancários, conforme o salário indicado pelo Dieese, que a partir de 1º de setembro será em torno de R$ 2,4 mil.

“E também o sistema financeiro que é o de maior poder do mundo. Aqui se cobra a mais elevada taxa de juros e as tarifas são extorsivas. A nossa campanha está montada em: mais bancários, menos juros e melhor atendimento à população”, afirma Souza.

Nesse momento de negociação, os sindicalistas fazem ações de advertência contra as agências bancárias. Na segunda-feira passada, duas agências do banco Itaú tiveram retardo de abertura. Para o presidente, o Itaú tem se destacado de forma negativa. “O Itaú é o que mais tem criado problemas. Só do final do ano pra cá demitiu 9 mil bancários. A gente acredita na negociação, mas só terá êxito se houver mobilização. A gente já vem conversando com os bancários para chamar a atenção da importância de atuar de forma unida”.

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