Bactéria KPC: dois pacientes infectados morrem no Huse
Infectologista alerta que não há motivo para pânico Cotidiano 09/06/2015 10h04Por Elisângela Valença
Informações de que uma superbactéria estaria atingindo pacientes no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) assustaram a população, principalmente quem tem familiares e parentes internados ou trabalhando na unidade de saúde. Segundo a infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Huse, Iza Lobo, não há motivo para pânico.
Ela explica que a bactéria klebsiella existe no organismo de todas as pessoas sem causar transtornos e que o problema acontece quando ela ganha resistência por conta de tratamentos intensivos com o uso de antibióticos fortes. “Isto ocorre geralmente em pacientes multitraumatizados, internados em UTI, com tratamento intenso ou prolongado com antibióticos. Com isso, a bactéria se torna multiresistente, mas ela não é uma superbactéria que vai sair matando todo mundo como tem se propagado”, disse a infectologista.
Segundo ela, 13 pacientes foram confirmados com a presença da bactéria multirresistente. Nove deles possuem a bactéria, mas não desenvolveram a infecção. Destes nove, dois morreram por outros motivos. Dos quatro que desenvolveram a infecção, dois morreram por causa dela.
“Ela não é contagiosa como um vírus, que pega pelo ar. O contágio acontece pelo contato direto com secreções ou partilha de objetos com o paciente infectado. Os cuidados são os rotineiros de hospital: uso de material descartável para evitar que ela passe de um paciente para o outro”, explicou.
A preocupação com a bactéria multirresistente é que ela é oportunista e encontra o ambiente ideal em organismo já enfraquecido por outros traumas e, por ser muito resistente, há a dificuldade de encontrar um antibiótico eficaz. “Mas esta é uma questão de UTI. A população em casa não precisa se preocupar”, completou Iza Lobo.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
