Babel: Sindelimp diz que Deotap fez “interpretação equivocada” de provas
Cotidiano 25/04/2017 11h12 - Atualizado em 25/04/2017 13h07Por Will Rodriguez
O Sindicato dos Empregados da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp) discorda das conclusões da Operação Babel, que indiciou dois membros – entre eles o presidente - da entidade por crime de associação criminosa e estelionato majorado.
No inquérito, os delegados do Deotap afirmam que o presidente do Sindelimp, Rayvanderson Fernandes (foto), teria se associado ao dono da empresa Torre, José Antônio Torres Neto, para “tumultuar o contrato da empresa Cavo por meio de paralisações”.
Em troca, segundo os investigadores, o sindicato teria sido beneficiado com publicidades em veículos de comunicação pagas pela empresa. Nos autos, os delegados anexaram as transcrições de ligações telefônicas e mensagens encaminhadas pelo WhatsApp.
“Uma delas, no dia dos cumprimentos de mandados de busca e apreensão, em que o dono da Torre diz ao presidente do sindicato para ‘apagar tudo’ do seu celular antes de entregá-lo à polícia”, disse a delegada Danielle Garcia.
Em nota, o Sindelimp nega “qualquer envolvimento” no esquema apontado pelo Deotap. Segundo o documento, o sindicato acredita que “houve interpretação equivocada por parte da Polícia de algum determinado trecho do áudio”.
O Sindicato também informou que aguarda ter acesso a essas interceptações para esclarecer a situação. “Da mesma forma em que o sindicato se manifestou e emitiu notas de repúdio contra a atual operante na limpeza urbana, o mesmo fez quando a Torre atuava em Aracaju”, diz.
Na nota, o Sindicato ainda lamenta que “algumas interpretações equivocadas e conclusões precipitadas continuem manchando a imagem desta entidade” e diz que “confia no trabalho da Justiça para esclarecer a situação”.
A Torre ainda não manifestou sobre essa questão.
Foto: reprodução Sindelimp/SE

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