Babel: Deotap deve concluir investigações esta semana
Cotidiano 17/04/2017 08h11 - Atualizado em 17/04/2017 09h53Por F5 News
A Polícia Civil espera concluir esta semana o inquérito da operação Babel que apura supostas irregularidades em contratos da coleta do lixo de Aracaju. Pelo planejamento do delegado Gabriel Nogueira, responsável pela investigação no Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), nesta segunda-feira (17) novas testemunhas devem depor e na terça-feira (18) os trabalhos serão concluídos.
Os investigadores estão analisando o contrato com a Torre celebrado em 2010, na gestão anterior de Edvaldo Nogueira (PCdoB), cuja vigência se estendeu até março de 2016, e também o contrato emergencial assinado com a mesma empresa em março deste ano, mas que foi suspenso pela Justiça.
Há suspeita de que o primeiro contrato tenha tido os valores superfaturados. Segundo a investigação, há indícios de que a Prefeitura teria pago pela coleta de lixo residencial no lugar da coleta de entulhos. Essa suposta fraude na medição entre agosto de 2013 e o começo de 2016 fez o valor do contrato saltar de R$ 1,8 milhão para R$ 3 milhões.
Ainda de acordo com a Polícia, há fortes indícios de que o chamamento público realizado este ano teria sido direcionado para que a Torre conseguisse reassumir os serviços de limpeza na capital. A empresa venceu a concorrência para um dos quatro lotes do contrato e chegou a realizar a coleta de lixo por dois dias, mas o contrato foi suspenso por determinação judicial, que atendeu ao pedido do Ministério Público para manutenção da Cavo por mais 70 dias.
Para a polícia, as provas coletadas durante a investigação demonstram a prática dos crimes de fraude a processos licitatórios, estelionato (majorado) e associação criminosa.
Durante a investigação, o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Mendonça Prado,, e outros cinco diretores foram afastados por determinação judicial e o empresário José Antônio Torres Neto, um dos sócios da Torre, foi preso preventivamente.
O prefeito Edvaldo Nogueira alega não ter conhecimento sobre as denúncias, mas afirma que todos os atos praticados pela gestão da Emsurb seguiram os “princípios morais da legalidade”.
A defesa da Torre também nega qualquer irregularidade nos contratos celebrados com a Emsurb, diz que tem colaborado com as investigações e pretende voltar a operar na capital sergipana.

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