Aumentam casos de Sífilis Congênita em Sergipe, mas epidemia é descartada
Cotidiano 19/04/2017 17h33 - Atualizado em 19/04/2017 18h00Por Nathália Passos
Nos últimos dias tem circulado a informação de que Sergipe vive uma epidemia de sífilis congênita, o que é negado pela Secretaria de Estado da Saúde, embora o órgão assuma um aumento no número de casos da doença.
Segundo o coordenador do programa estadual de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, Almir Santana, esta é uma doença transmitida de mãe para filho durante a gestação, e há uma média anual de 300 casos em crianças e gestantes.
“O que caracteriza uma epidemia é quando há um aumento no número de casos num determinado período de tempo. A sífilis vem crescendo e existe epidemia da doença no país, mas em Sergipe, não. O que precisamos tomar cuidado é na falha do pré-natal, muitas mulheres iniciam tardiamente e isso implica no tratamento”, afirma Almir Santana.
Pensando na importância do pré-natal, o coordenador informou que a Secretaria de Estado de Saúde, através da Gerência de DST/Aids, encaminhou uma nota técnica para as unidades de saúde, recomendando que o exame de sífilis seja solicitado nas consultas de rotina dos homens. “Com essa medida, acreditamos que podemos diminuir a doença no estado e principalmente da sífilis congênita, pois a mãe é cuidada no pré-natal, mas nem sempre o homem é cuidado e ele pode passar para a mãe e o bebê”, acrescenta.
De acordo com Almir Santana, será feita uma campanha no Dia das Mães, para que as futuras mães e seus parceiros façam exames o mais rápido possível. Também serão distribuídos testes para os municípios, como forma de intensificar a descoberta de novos casos, e imediatamente começar o tratamento.

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