Audiência publica discute problemas com tratamento do câncer em Sergipe
Cotidiano 21/11/2016 11h15 - Atualizado em 21/11/2016 13h24Por Ingrid Lima
O Estado de Sergipe vem enfrentando problemas com a saúde pública e principalmente com o tratamento para combater o câncer. Muitas vezes o tratamento dos usuários teve de ser interrompido por falta de medicamentos e quebra constante da máquina de radioterapia.
Na manhã desta segunda-feira (21), foi realizada uma audiência pública no plenário da Ordem de Advogados do Brasil (OAB/SE) para discutir possíveis alternativas para resolução dos problemas.
De acordo com a secretária geral da Comissão de Direitos Humanos, Robéria Silva, os usuários do serviço passaram a procurar a Ordem para conseguir que os problemas em relação aos tratamentos fossem resolvidos.
“A sociedade clama e a OAB, dentro do seu papel institucional, vai ouvir e vai tentar levar uma proposta ao Conselho. A gente pode interferir, mas o dever real é do Ministério Público, então iremos apurar, vamos analisar as ações que estão em andamento, para que possamos construir juntos, ouvindo principalmente os pacientes, que são os mais atingidos com essa situação”, explica Robéria.
O presidente da OAB/SE, Henry Clay Andrade, explica que o que motivou essa audiência pública foi o interesse em ouvir e debater o problema sobre a atenção que está sendo dada ao tratamento de câncer pelo Estado de Sergipe.
“Ao ouvir o que será relatado aqui, esperamos que saiam propostas consistentes e viáveis para contribuir, para o Governo do Estado tentar suprir esta deficiência que cada vez mais se agrava em Sergipe”, disse.
Segundo a integrante do Grupo Mulheres de Peito, Sheila Galba, em média 400 pacientes do Hospital Cirurgia estão sem tratamento quase dois meses.
O radioterapeuta Marco Antonio explicou os riscos que a interrupção do tratamento pode trazer ao paciente. "Paradas longas do tratamento permitem que o tumor volte a se proliferar e perca o efeito das partes das sessões que já foram realizadas, quanto maior o tempo de interrupção, maior a perda de tratamento que foi feito, chega ao ponto da interrupção anular todo o tratamento que já foi feito”.
O presidente da Organização Não Governamental - Instituto Voz Brasil, Rodrigo Vasco, trouxe como proposta para melhorar a situação a criação da comissão intergestora de SUS de Sergipe, cuja função seria realizar um trabalho para que o Sistema Único de Saúde não seja apenas uma "promessa constitucional contraditória".

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