Audiência pública discute ensino de enfermagem à distância
Cotidiano 19/02/2016 17h47

Com a proposta para alertar o perigo dos cursos de Enfermagem que estão sendo realizados através da modalidade de Ensino a Distância, em todo o Brasil, os Conselhos Federal e Regional de Enfermagem de Sergipe (Cofen e Coren/SE), em conjunto com diversas instituições que repudiaram essa prática realizaram uma Audiência Pública, na manhã desta sexta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Sergipe, tendo como representante daquela Casa, a deputada Goretti Reis (DEM).

A sociedade sergipana se colocou contrária, debatendo a fragilidade dessa prática. Ao encerrar a Audiência, foi assinado pelos representantes de órgãos presentes, uma Carta Aberta de Aracaju, em apoio ao Projeto de Lei 2891/2015, que proíbe a graduação de enfermeiros e formação de técnicos na modalidade EaD.

A presidente do Coren, Drª Maria Cláudia Tavares de Mattos, em uso das palavras, afirmou que a relação de aprendizagem aluno-paciente não é eficaz sem a presença um do outro. “Tenho quase 29 anos de profissão e como docente da enfermagem, não consigo entender como é que um aluno pode aprender as reações do paciente de forma on-line. Elas são únicas, é de cada um e é preciso humanização na assistência. Definitivamente eu não acredito nos benefícios de um curso assim”, declarou.

Para a vice-presidente do Conselho Federal, Drª Irene do Carmo Alves Ferreira, “Essas audiências públicas serão replicadas por todo o Brasil, para que todos tenham consciência”. E anunciou a próxima audiência, em Rio Branco/AC.

Hoje, estiveram reunidos universidades privadas e pública, faculdades, instituições sindicais, conselhos de classes, Ministério Público de Sergipe, movimentos sociais, Conselho Estadual de Saúde, associações, demais instituições e ainda, docentes e estudantes que ressaltaram a importância da formação presencial, e ainda explanaram sobre suas práticas acadêmicas. Somente houve um representante de uma Instituição de Ensino Superior, que possui EaD em sua modalidade de ensino que se colocou favorável a essa prática.

A conselheira federal Dorisdaia Humerez, que esteve a frente da avaliação institucional pelo Cofen, apresentou o panorama da EaD no Brasil, nas condições de que muitos estão sem laboratórios, sem biblioteca, sem condições de práticas de estágio supervisionado, o qu e é obrigatório dentro das Diretrizes Curriculares Nacionais para Enfermagem.

Para a estudante e representante do Centro Acadêmico da Universidade Tiradentes, Janaína Amarante, “não se trata apenas de uma questão técnica, mas de formação humanística, compromissada com a Saúde Coletiva”, afirmou.

Fonte: Coren/SE

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