Atendimento em setores do Estado é realizado com efetivo reduzido
Outros estão completamente suspensos com a paralisação de 48 horas
Cotidiano 15/07/2015 12h19

Por Fernanda Araujo

Os servidores do Estado de Sergipe de 14 categorias iniciaram, nesta quarta-feira (15), uma paralisação de 48 horas. O atendimento de vários serviços foi suspenso, entre eles, o do Centro de Atendimento ao Cidadão (Ceac) que está cumprindo apenas os que já estavam agendados. Conforme a lei, os serviços estão ocorrendo com o mínimo efetivo de 30%.

Novos agendamentos também não estão sendo feitos, nem está sendo disponibilizada a quantidade de senhas diárias independente de agendamento, informou o presidente do Sintrase, Diego Araújo. Os serviços que são terceirizados e o INSS funcionam normalmente, exceto a SSP, o Núcleo de Atendimento ao Trabalhador (NAT) e o serviço de senha do Ipesaúde.

Os serviços administrativos do Estado, como limpeza, vigilância, merendas e secretarias das escolas estão com as atividades paralisadas. Esse é o 20º dia de greve do Sintrase. “Amanhã haverá assembleia de avaliação do movimento grevista, no Sindicato dos Bancários. Hoje, no final da manhã, reunião com a Procuradoria Geral do Estado e à tarde com a Seplag”, diz o presidente.

A paralisação também chegou aos hospitais regionais do Estado, como o Hospital de Urgência de Sergipe e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, e os de Lagarto, Estância, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória, Propriá e Nossa Senhora de Socorro. Os serviços essenciais de urgência e emergência ocorrem normalmente, menos o ambulatorial. As unidades básicas de saúde continuam funcionando normalmente, já que são do Município.

“Os enfermeiros estão procurando fazer escalas não com os extras, mas com os que são de escala fixa para garantir o mínimo de atendimento à população. Mas não podíamos deixar de fazer parte dessa mobilização pela falta de respeito com que estamos sendo tratados. Tanto os enfermeiros estatutários e que fazem parte das fundações de saúde estão mobilizados”, afirma a presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Shirley Morales.

“Estamos fazendo revezamento nas unidades. Os hospitais estão trabalhando na sua capacidade normal, sabendo que o Huse sempre está lotado. Mas, se continuarmos assim, não descartamos a possibilidade de chamar os outros profissionais para se incluir no movimento”, relata Augusto Couto, do Sintasa.

Nas delegacias do Estado, segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, João Alexandre Fernandes, os casos de urgência serão atendidos. “Só serão atendidos casos de flagrante e emitidas as guias para liberação de corpo no IML. As ocorrências irão para a Plantonista. Os procedimentos de investigação ficarão suspensos nesse período”. Mas a informação passada na Delegacia Plantonista é que as ocorrências não estão sendo encaminhadas para lá.

Nos presídios as visitas de familiares para os detentos continuam, mas audiências e transferências de presos não estão ocorrendo. “Ninguém abandonou o serviço, todos estão nos seus locais de trabalho. Decidimos apenas que, nesses dois dias, aquilo que não tem condições de fazer, não vai ser feito. Não há possibilidade de acontecer rebelião porque as visitas estão normais”, afirmou Edilson Souza, do Sindipen. 

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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