Atendimento continua comprometido em unidades do Detran Sergipe
Sindetran diz que mantém 30% do efetivo e vai recorrer da ilegalidade Cotidiano 19/01/2016 11h15Por Will Rodrigues
Apesar de a Justiça já ter determinado que os servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran/SE) retornem ao trabalho, até as 10 horas desta terça-feira (19), o sindicato da categoria não tinha sido notificado sobre o decreto de ilegalidade da greve e por isso o atendimento ainda estava comprometido nas unidades da autarquia. Para se ter ideia, segundo a assessoria de comunicação do Detran/SE, só no setor de vistoria da sede, em Aracaju, cerca de 60% dos atendimentos não estão sendo realizados. Com a greve, o agendamento pela internet foi suspenso.
A paralisação dos funcionários do Detran foi iniciada em 3 de dezembro passado. De lá para cá, muitas pessoas que buscaram atendimento voltaram para casa sem resolver suas questões e sem previsão de quando conseguiriam uma solução. A diretoria de Atendimento do Detran/SE tem constatado que o efetivo mínimo de 30% durante a greve não tem sido mantido, prejudicando ainda mais a vida de usuários e inviabilizando o remanejamento das equipes, situação que já foi mostrada pelo F5 News.
Entretanto, o presidente do Sindetran/SE, Thiago Bonfim, contesta essa informação e alega que a categoria manteve mais de 30% do efetivo trabalhando e diz que a prova disso é o fato de que o decreto da ilegalidade não foi baseado nesse argumento do Detran/SE. “Nós decidimos manter 30% em cada unidade, enquanto a Lei prevê um total de 30% da categoria, ou seja, somando o efetivo de cada unidade, mais de 30% está trabalhando, tanto que só em dezembro foram mais de seis mil atendimentos”, afirmou.
Segundo Thiago, os servidores devem se reunir em assembleia no sábado (23) para avaliar o movimento paredista. Se a notificação da ilegalidade da greve chegar depois da quinta-feira (21), há possibilidade de que os funcionários voltem a trabalhar na segunda-feira (25). Ainda assim, o Sindetran/SE vai recorrer da decisão judicial por entender que houve equívoco da juíza Maria da Conceição Santos.“A decisão argumenta que o Sindicato não apresentou (à Justiça) o ofício de decretação da greve com 72 horas de antecedência e a ata comprovando que a paralisação foi deliberada em assembleia e aprovada pela maioria da categoria, mas os documentos constam nos autos”, afirma Bonfim.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

