Assassinatos assustam comerciantes da região dos mercados centrais
Cotidiano 20/04/2015 10h25

Por Elisângela Valença

Duas tentativas de homicídio assustaram a população que estava nos mercados centrais de Aracaju no dia de ontem (19). Um homem em uma moto fez disparos contra um outro homem e fugiu. A vítima chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e morreu em seguida. No setor de artesanato, um homem foi esfaqueado. Outros crimes como estes já aconteceram este ano nos mercados.

Segundo o comerciante Gilson Oliveira, que trabalha no local com a família há cerca de 40 anos, a insegurança sempre foi a marca dos mercados centrais. “Aqui é um local que tem muito movimento e muita gente circulando com dinheiro em espécie. Isso sempre foi um atrativo para ladrões”, disse.

“Roubos, furtos e arrombamentos estão diminuindo, mas a insegurança não deixa o local. Agora tem ficado comum puxarem arma para o outro para tentar matar”, disse. “A presença da polícia inibe isso. Acho que a força policial poderia ser mais presente”, comentou.

A Guarda Municipal de Aracaju (GMA) e a Polícia Militar de Sergipe (PMSE) dividem os trabalhos na região. A GMA cuida da parte interna dos mercados e dos terminais de ônibus, focando na segurança dos transeuntes e do patrimônio.

“Nós atuamos com 10 guardas por dia, ainda fazendo rondas com viaturas. O nosso trabalho tem surtido efeito, pois já temos uma redução nas queixas de furtos, assaltos e arrombamentos”, disse o capitão Jonatas Souza, subcomandante da GMA.

Segundo o tenente-coronel Vivaldy Cabral, comandante do 8º Batalhão da PM, que atende à região, o grande vilão da segurança é o tráfico de drogas. “O crime que vem acontecendo na região dos mercados é o crime contra a vida e sempre em decorrência do tráfico, seja na cobrança de dívidas, seja na disputa de pontos de vendas”, disse.

Para o comerciante Gilson, a polícia deveria ser mais presente. “A presença já inibe muita coisa. Conseguimos diminuir os roubos e furtos, mas os criminosos acham que a área muito tranquila, porque chegam, matam e vão embora sem preocupação”, reclamou.

A PMSE trabalha com cinco viaturas fazendo rondas na região do centro comercial de Aracaju, dez duplas de policiais, 20 câmeras de observação conectadas diretamente com um micro-ônibus que é um posto de atendimento móvel, além das câmeras do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

“Se tivéssemos um efetivo maior, seria muito melhor, mas atuamos com um trabalho de inteligência, ordenando a atuação de acordo com a mancha criminal [levantamento do número e tipo de ocorrências de um local]”, disse o tenente-coronel.

 

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