Assaltos no Terminal DIA deixam passageiros e vendedores com medo
Guarda Municipal afirma que faz monitoramento constante na área Cotidiano 17/11/2015 13h00Por Fernanda Araujo
O Terminal de Integração de Ônibus do Distrito Industrial de Aracaju (SE) – DIA foi reformado recentemente, mas a infraestrutura não é o único problema no local. A falta de segurança também tem deixado os usuários receosos. Na semana passada, o terminal mais movimentado da capital sergipana ficou vários dias sem energia elétrica por causa de um problema na fiação. Os assaltantes aproveitaram para realizar arrastões.
A Delegacia Plantonista traz um registro de um assalto que aconteceu, também no terminal, na noite de segunda-feira (16). Por volta das 19h, um casal, ao ir comprar uma água mineral, foi abordado por um indivíduo, identificado na delegacia como Gustavo Santos Barros. O assaltante tentou puxar a bolsa da mulher e agrediu com uma cotovelada a testa do esposo, que caiu no chão do terminal. As vítimas acionaram o Ciosp e a Polícia Militar conseguiu efetuar a prisão.
Já no início da manhã desta terça-feira (17), houve relatos de passageiros que um assaltante estava no terminal armado cometendo delitos desde às 7h. Segundo alguns passageiros que passaram pelo terminal às 23h de ontem, após um evento nas proximidades, não havia guarnição da Guarda Municipal, sendo que o DIA já recebia muitos passageiros que saiam do Teatro Tobias Barreto. A reportagem de F5 News esteve no local para falar com usuários e comerciantes da área. Durante a permanência da equipe nessa manhã, não havia guardas municipais.Para a comerciante Givanilde Alves Celeste, que trabalha há 13 anos no terminal, falta segurança. Segundo a vendedora, os assaltos são frequentes contra os passageiros, principalmente, roubo de celular, bolsa e carteira. “É raro ver guardas municipais. Uma vez uma pessoa descia do ônibus quando um marginal puxou o celular da mulher. Eles fingem que estão armados e aproveitam a grande circulação das pessoas no terminal para assaltar”, conta.
O estudante Adrian Lucas nunca foi assaltado, mas sente receio de passar pelo terminal. Ele cita um fato que aconteceu com uma amiga. “Na semana retrasada, às 8h, ela estava no terminal em uma banca para comprar algumas peças para fazer colares e bijouterias, e acabou sendo roubada. Um cara passou rapidamente e levou a bolsa dela. Não tinha guarda na hora. Acho que falta segurança aqui, na verdade, nunca vi guardas municipais por aqui”, afirma.
Porém, outros negam que a violência tenha aumentado no terminal e afirmam que os guardas municipais comparecem. “Aqui dentro diminuiu muito depois da chegada dos guardas. Antes os vagabundos moravam aqui dentro só roubando os estudantes. Agora, tem é muito arrastão nos ônibus. Às vezes andam aqui dentro dois guardas pela manhã, dois à tarde. Aparece mais fazendo ronda. Tenho até câmera de segurança já para evitar assalto, mas com os ambulantes eles nunca mexeram”, diz o vendedor José Reisinaldo dos Santos, que trabalha há 17 anos no espaço.Monitoramento
Em resposta aos usuários, a Guarda Municipal (GMA) explica que as viaturas são colocadas em pontos estratégicos e os guardas monitoram em todas as áreas dos terminais, todos os dias, principalmente em horários de pico, quando há maior fluxo de passageiros e, geralmente, acontecem assaltos – no início da manhã e final de tarde para a noite. “O guarda não fica 24 horas fixo no terminal. Por questões estruturais foi necessário tirar a base do terminal do DIA porque não tinha banheiro. A viatura sai de lá, faz o patrulhamento em outras áreas e retorna para o mesmo terminal. Fica mais tempo no terminal do que fora dele, na realidade”, afirma o assessor Rogério César.
A GMA esclarece que há possibilidade de aumentar o número de vezes que a guarda passa no terminal, no entanto, não é possível aumentar o quantitativo de agentes no local, por conta do número de efetivo que não é o ideal e pela demanda da cidade. Rogério César lembra que, para que a participação da Guarda seja maior, é preciso que a população registre as ocorrências. “Se o terminal DIA apresenta um número maior de ocorrências, a gente demanda atenção maior para esse local. É necessário que tenha os registros, que a população colabore entrando em contato com a guarda e denuncie. A gente trabalha em cima de estatísticas para fazer o reforço e patrulhamento preventivo. O nosso objetivo é inibir o crime”, conclui.
As denúncias podem ser feitas através do telefone 153 (ligação gratuita), através do WhatsApp pelo número 98869-4575 ou ainda diretamente em um dos postos de atendimento ao cidadão.
Fotos: Fernanda Araujo/ F5 News

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