Artesãos são impedidos de comercializar nas calçadas da Orla de Atalaia
Cotidiano 14/06/2012 12h00

Por Fernanda Araujo

Nos pontos de artesanato e tapioca da Orla de Atalaia, próximo ao local onde acontece o Arraiá do Povo, comerciantes estão sendo impedidos pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) de permanecer nas calçadas. Essa é uma reclamação de vendedores como Richard Franklin (foto) que possui uma loja na Passarela do Artesão, inaugurada no ano passado em uma parceria com a Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur).

“Todo evento que acontece agora aqui na Orla eles tiram os artesãos da calçada. O que todo mundo está dizendo aqui é que isso foi uma imposição dos donos dos bares e isso prejudicou mais de 100 famílias. Está todo mundo aqui desesperado porque depende de venda”, aponta Franklin.

De acordo com o artesão, alguns vendedores tiveram que optar pelas calçadas por medo de comercializar na área da passarela, principalmente à noite.  Falta de segurança, furtos e utilização da área como ponto de usuários de drogas e motel a céu aberto são as principais reclamações que têm afastado os turistas. “Lá no fundo, na passarela do artesão o pessoal amarga. Eu e minha mulher temos duas lojas lá, a minha e a dela, e o que eu posso dizer é que na semana passada vendemos R$ 30 lá. Nenhum turista quer ir lá por causa da falta de segurança, muitos ainda são assaltados, tem gente que usa drogas por lá e casais que fazem sexo e ninguém faz nada não. Quando a gente chama a polícia é uma demora de 40 minutos e não resolve nada”, afirma.

A turista Maria do Carmo da Silva, que veio de Salvador e está há oito dias na capital, chegou a presenciar um casal tendo relações sexuais e usando drogas. Ela concorda com o problema e acredita que os comerciantes nas calçadas são apropriados para os turistas. “Nesse local onde eles estão é excelente porque estão à vista. Lá atrás tem muito mendigo e o turista está correndo risco. É lamentável porque eu admiro a Orla de vocês, mas estão deixando a desejar com o pessoal que acampa. Os comerciantes não atrapalham ninguém. Acho que o impedimento é um ato de agressão tanto para os comerciantes como para os turistas”. Ainda segundo ela, as reclamações já tinham chegado à administração da Orla.

Procurada pelo F5 News, a Empresa de Serviços Urbanos (Emsurb) informa que a fiscalização no local atende ao Termo de Ajustamento de Conduta acordado pelo Ministério Público Estadual. “No máximo 200 m de entrada de qualquer evento deve manter a área livre. Então, não é o artesão, mas sim qualquer comerciante. A Emsurb está, de forma temporária por conta do Arraiá do Povo, na área externa e interna do evento. Qualquer reclamação ou sugestão, o comerciante deve procurar o órgão competente e fazer as observações”, diz a assessora de comunicação do órgão, Mayusane Matsunae.

 

Foto: Mirella Matos

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