Aracaju pode ficar sem coleta de lixo na segunda-feira
Emsurb avalia se vai recorrer da liminar que suspendeu processo de novo contrato emergencial Cotidiano 03/03/2017 11h19 - Atualizado em 03/03/2017 19h42Por Fernanda Araujo
Com a decisão da Justiça em suspender novo contrato emergencial para a coleta do lixo em Aracaju (SE), a capital corre o risco de não haver o serviço na próxima segunda-feira (6). Isto porque o contrato com a Cavo se encerra no domingo, 5, e de acordo com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) esse contrato não pode ser renovado.
Segundo a Emsurb, a legislação impede que contratos emergenciais, de quaisquer prazos, sejam renovados ou prorrogados já que tem tempo determinado; o que poderia ser feito era a realização do processo de chamamento público para nova contratação emergencial, que estava sendo feito pela Emsurb. No entanto, a Justiça suspendeu o processo licitatório após a Cavo entrar com mandado de segurança.
Diante do impasse, a Emsurb ainda não decidiu qual procedimento irá adotar, mas o diretor Mendonça Prado, juntamente com a assessoria técnica e jurídica, estuda a possibilidade de recorrer da decisão judicial e buscar alternativas para a coleta. Em entrevista a TV Sergipe o presidente afirma que a coleta não vai ser suspensa na segunda-feira e que novo processo licitatório será realizado em 90 dias.
“Temos até domingo para agir, a Justiça tem plantão. Mas é fato que o contrato vai vencer, a empresa não pode continuar na segunda e não podemos chamar outra empresa e temos que cumprir a decisão judicial. Diante dessa decisão está um problema enorme. A Emsurb não quer que não haja coleta, estamos lutando contra isso”, afirma o assessor Augusto Aranha.
Aranha relata que a Emsurb foi surpreendida pela Cavo em desistir de participar da concorrência e provocar uma liminar, tendo em vista que no primeiro momento a empresa disse ter interesse. O assessor afirma que todos os problemas envolvendo o lixo nos últimos meses vieram de fatores externos em que não houve envolvimento da Emsurb.
“Em nenhum momento nenhum Tribunal condenou a Emsurb pela licitação do lixo. Todos os fatos vieram de fora pra dentro. Houve interdição do aterro da Estre pela Adema, como consequência o lixo não pode ser coletado; depois há seis dias da nova gestão, no início de fevereiro veio então o atraso do salário dos garis e paralisação. Às vésperas do Carnaval o sindicato resolve parar por melhores condições de trabalho. Agora decisão da justiça. À Emsurb coube cobrar o cumprimento do contrato”, completa.
Na liminar, a juíza Simone Fraga, da 3º Vara Cível, aceitou os argumentos da Cavo que notou irregularidades no edital, entre elas, a ausência de informações e prazos suficientes. Além disso, a juíza avaliou que a Emsurb não observou a recomendação do Ministério Público Estadual de que o processo fosse realizado no período mínimo de 30 dias.
“Não é lícito o Poder Público adotar medidas que se distanciam dos ditames legais, tão somente se valendo da necessidade da regularidade na prestação do serviço, sob pena de o princípio da continuidade do serviço público se converter em escusa para sobrepujar a legalidade e moralidade”, concluiu a juíza.
Foto: arquivo F5 News/PMA

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
