Aracaju é a sexta capital com mais diagnósticos de hipertensão
Atualmente, 26,3% da população sofre dessa doença silenciosa na capital sergipana Cotidiano 26/04/2017 07h59 - Atualizado em 26/04/2017 10h54Por F5 News
Aracaju (SE) está entre as cidades com mais diagnósticos de hipertensão no Brasil. A capital sergipana ocupa a sexta posição, com 26.3 casos para cada 100 mil habitantes, de acordo com pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, divulgada este mês pelo Ministério da Saúde.
No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, lembrado nesta quarta-feira (26), chama atenção o fato de que a maior parte dos doentes depende do Sistema Único de Saúde (SUS), mas menos de 50% dos aracajuanos têm acesso aos cuidados da atenção primária.
Os dados revelam também que as mulheres têm mais diagnóstico de hipertensão que os homens e que a maior incidência de hipertensão é entre pessoas acima de 65 anos – no grupo, 64,2% dos entrevistados haviam sido diagnosticados com a doença.
Silenciosa
Conhecida popularmente como pressão alta, a hipertensão ocorre quando a força que o sangue precisa fazer para chegar aos órgãos é maior do que o normal e as artérias passam a oferecer resistência à sua passagem.
A pressão pode ser considerada alta quando atinge repetidamente valores acima de 12 por 8, podendo causar infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O problema é que em 90% dos casos a doença é assintomática.
“As pessoas acabam confundindo as manifestações mais comuns da hipertensão, como dor de cabeça, cansaço, tonturas e sangramento pelo nariz, a outros fatores que não a doença e acabam por não procurarem o médico para diagnóstico e tratamento”, afirma o médico cardiologista, Luiz Bortolotto, do Instituto do Coração (Incor).
Embora não tenha cura, as consequências da pressão alta podem ser evitadas, como enfatiza o cardiologista. “Temos que criar a cultura de comer pouco sal, pouco carboidrato e fazer atividade física. Temos que controlar as doenças. O essencial é a mudança de comportamento”, diz Bartolotto.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
