Aracaju abre Semana Nacional do Trânsito com palestra de especialista em trânsito
Imprudência se dá pela falta de conscientização da importância da segurança, diz psicóloga
Cotidiano 19/09/2016 11h49 - Atualizado em 19/09/2016 13h29

Por Fernanda Araujo

A Semana Nacional do Trânsito inicia nesta segunda-feira (19), em todo o país. Em Sergipe, os órgãos de trânsito farão uma série de atividades, com o tema "Eu sou + 1 por um trânsito mais seguro".

A abertura da Superintendência Municipal de Trânsito (SMTT), em Aracaju, aconteceu na manhã de hoje no Centro Cultural da capital com a palestra da psicóloga Salete Romero, especialista em Psicologia de Trânsito e Segurança Viária do Estado de São Paulo, que falou sobre a relação social no trânsito. “Mais importante do que as regras é porque elas existem, precisamos saber disso para lidar de maneira melhor no trânsito”, afirma.

Apesar das inúmeras campanhas de conscientização e dos próprios relatos de acidentes, são muitos os motoristas que ainda persistem em ser imprudentes. Para a psicóloga, isso se dá por conta da falta de preparo em conscientizar as pessoas sobre a importância da segurança, desde que foi criado o Código de Trânsito em 1997, promulgado em 98.

“O código trouxe sempre uma questão de que se você não cumpre as regras, é punido. O que ficou faltando, justamente, foi a questão da segurança. De que se ele não seguir vai ter problema para a vida dele. Entenderam que onde não tem fiscalização eu posso fazer o que quiser, é aí onde está o problema. Se fossem orientados dessa forma, não precisaria ter fiscalização. As regras não garantem a segurança, mas a segurança garante todo o cumprimento das regras”, explica Salete Romero.

Segundo a especialista, é preciso que se ensine o Código de Trânsito, como disciplina, às crianças em todas as escolas da rede pública e privada para garantir um futuro seguro no trânsito. “Isso já é lei. Quando isso realmente for feito, as crianças vão crescer entendendo o papel delas como pedestres, ciclistas e não vão se surpreender quando forem motoristas e já ter tudo funcionando dentro de uma harmonia que é o trânsito. É uma relação social, só isso. Enquanto a gente não fizer isso, nós devemos temer o futuro no trânsito”, ressalta.

As ações da SMTT têm o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a prevenção de acidentes e que os condutores têm a obrigação de evitá-los. De acordo com a SMTT, a capital sergipana reduziu, de 2015 para este ano, em mais de 32% o número de acidentes de trânsito com vítimas, no entanto, para o superintendente Nelson Felipe ainda não é o suficiente.

“Queremos que os números sejam zerados. É impossível? Não sei. Mas a gente tem que reduzir ao máximo. A cada morte no trânsito é um trauma para a família e para a sociedade. Os custos de uma morte ou sequela no trânsito refletem na previdência, no trabalho, na parte social. Enchemos a semana de atividades para que as pessoas participem nas escolas, nas ruas, instituições, toda a sociedade civil, para que haja mudança de comportamento no trânsito e evite mortes”, diz o superintendente.

Fotos: Fernanda Araujo

 

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