Após sete meses, braquiterapia é retomada no Huse
Cotidiano 05/05/2017 10h21 - Atualizado em 05/05/2017 11h49

Por F5 News

O tratamento de braquiterapia de fundo, que estava interrompido há sete meses, foi retomado esta semana no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju. A unidade é a única que oferta esse serviço pelo SUS no estado - um tipo de radioterapia interna para pacientes com câncer que retiraram o útero.

O serviço foi suspenso no último mês de outubro por causa da quebra de uma sonda, cuja aquisição foi feita através da importação do produto. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, embora não receba esse número, o Huse tem capacidade para atender 160 pacientes por mês para braquiterapia.

Segundo o diretor operacional da Fundação Hospitalar de Saúde, Marcus Chou, além da nova sonda da braquiterapia, uma sonda reserva também foi adquirida pela SES. “Os testes do novo equipamento já foram feitos pela física médica, que o liberou para uso”, detalhou Chou.

O hospital suspendeu um dos dois tipos de braquiterapia, a de fundo, cujo tratamento é destinado às pacientes que passaram pela retirada do colo do útero. “Mantivemos as sessões de braquiterapia completa, destinada a pacientes que possuem colo do útero. Não havia fila de espera (para braquiterapia de fundo) e com o conserto da sonda, até a próxima semana cerca de 20 pacientes que tiveram seus nomes agendados já terão realizados a primeira sessão”, informa a coordenadora do setor de Oncologia do Huse, Meire Jane Feitoza.

Tratamento

A braquiterapia é uma técnica complementar para os casos em que a cirurgia não é uma opção. O método consiste na aplicação de um feixe de radiação diretamente na área com células cancerígenas. A cura é alcançada em cerca da metade dos casos.

A braquiterapia sensibiliza a região específica com o irídio 192, fonte radioativa do tamanho de um grão de arroz, por meio de uma cânula. Esse aplicador é guiado até o colo uterino por um robô, uma forma de evitar que a equipe médica esteja em contato com a fonte. Para isso, a paciente fica em posição ginecológica, é sedada e tem seus sinais vitais monitorados durante todo o procedimento.

*Com SES

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