Após espera, paciente do Huse faz cirurgia e está na UTI
Cotidiano 06/01/2015 12h44Por Fernanda Araujo
Após a espera pela cirurgia prevista para o dia 31 de dezembro de 2014, mas cancelada, segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Antônio Marcos Farias, de 42 anos, enfim, fez a cirurgia no último dia 3. A cirurgia foi uma Laparotomia na barriga para a retirada de abscesso hepático e biliares.
Segundo a assessoria do Huse, o paciente se encontra na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), desde ontem (5) à tarde, e está em quadro estável, mas sem previsão de alta. Ainda não se pode afirmar com exatidão se o que Antônio Farias tem é câncer na vesícula, já que o hospital ainda não tem a biopsia do paciente.
A assessoria afirma que a cirurgia foi cancelada em virtude da piora no estado clínico, tendo que ser remarcada. Mas, em entrevista ao F5 News no sábado (3) o amigo do paciente Márcio Oliveira acusou o hospital de negligenciar o caso.
A Comissão de Saúde, da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE visitou Antônio Marcos ontem e constatou a situação delicada em que ele se encontra. Segundo o coordenador, Rodrigo Vasco, como de praxe as providências estão sendo tomadas, tanto para este caso como de todo o hospital, em conjunto e não individual. Um relatório sobre a situação de todos os pacientes será entregue ao Ministério Público Estadual e ao Federal.
“Estamos tentando ainda uma reunião com o governador e com o novo secretario de saúde Zezinho Sobral. Para falar também da situação no interior, no objetivo de desafogar o Huse, e do Ipesaúde. O relatório tem aceitação muito boa por parte dos gestores , quando visitamos, às vezes, a direção do hospital fica engessada, mas sabem que o nosso papel é ajudar, fazer intermediação. Às vezes os diretores não têm como cobrar muito do gestor”, afirma.
De acordo com ele, os relatórios da comissão têm dado resultados positivos, como em 2014 quando um procedimento administrativo foi aberto no MP sobre Carmópolis. “Com base no nosso relatório, mostramos as condições do hospital de lá, uma vez que a cidade teoricamente tem um porte de recursos maior que a de outras por causa do petróleo. Tem condições, mas não oferecia”, diz.
Foto: arquivo pessoal de Márcio Oliveira
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