Antiga sede do INSS em Aracaju causa transtornos para população
Não há planos de vender o prédio, interditado pela Defesa Civil
Cotidiano 27/07/2015 14h13

Por Fernanda Araujo

O prédio desativado do INSS desde 2012, no centro de Aracaju (SE), tem causado transtornos à população e se transformou em um grande risco. Parte do revestimento do edifício caiu sobre um ponto de táxi na tarde da última sexta-feira (24) e atingiu o veículo de um taxista. A área foi isolada pela Defesa Civil. E para complicar ainda mais a situação, não há previsão de reforma.

O taxista Alberto da Cruz Araújo, que estava no ponto de táxi e presenciou o fato, conta que o carro do colega estava encostado no meio fio, quando algumas pastilhas do reboco caíram do alto do prédio. O táxi era o terceiro na fila. “O táxi dele estava na frente do meu, o meu ainda ficou sujo com farelos, mas não danificou nada. Tinha uns ambulantes e por pouco não caiu em cima deles”, diz.

Um pedaço do revestimento caiu na calçada e outro no parabrisa do táxi. Alberto afirma ainda que o risco é constante e essa não é a primeira vez. “De vez em quando caem umas pastilhas pequenas dessas do reboco, mas dessa vez caiu um pedaço maior. Eu trabalho aqui há dez anos e até teve uma época que invadiram o prédio. É preciso a Defesa Civil agir rápido nisso”, observa.

Os ambulantes que trabalham na área também estão apreensivos e cobram reforma. “O prédio já está desativado por motivo desses riscos. Tem as vidraças aí que podem cair, muitos equipamentos ainda no prédio. É um risco para quem passa por aqui, essa marquise aí mesmo é um risco grande porque está rachada. Por dentro o povo fala que também está rachado nas paredes, no teto. É preciso reformar isso”, reclama José Ailton Teixeira dos Santos.

“É um risco de cair em todo mundo que passa aqui, é preciso uma reforma, uma atitude do governo”, critica Gleice Kelly dos Santos.

“É preciso de uma reforma e que o governo lembre do povo. A gente aqui está correndo risco, eles precisam lembrar que o povo precisa de trabalho. Está muito precário esse prédio, estão caindo os pilares, uns pedaços de cimento”, relata José Anderson dos Santos.

O trabalho do INSS foi transferido para outras unidades do órgão federal há três anos, quando a Defesa Civil apresentou um laudo apontando problemas estruturais no prédio, inclusive com risco de incêndio. O edifício chegou a entrar em leilão por duas vezes, mas não apareceu comprador. O antigo INSS tem 45 anos e a última reforma foi há 20 anos.

O órgão informou que não há planos de reforma devido à falta de verba, e sim, de colocá-lo à venda ainda este ano. A partir de hoje (27) deve ser aberta uma licitação para contratação de uma empresa que coloque telas de proteção no prédio, prevista para ser concluída no dia 15 de setembro.

Já a Defesa Civil do Município deve continuar realizando manutenções preventivas e, a partir do próximo mês de agosto, deve começar a fazer um levantamento dos prédios antigos para averiguar os que estão em risco.

*Colaborou Will Rodrigues

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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