Anestesiologistas de Sergipe não recebem pagamento e suspendem serviços
Cotidiano 06/09/2016 13h30 - Atualizado em 06/09/2016 15h06Por F5 News
Os anestesiologistas de Sergipe estão sem receber os pagamentos pelos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde e suspenderam, temporariamente, as escalas do Hospital da Polícia Militar (HPM) (foto) e Hospitais Regionais de Lagarto e Itabaiana. A informação foi passada pela Cooperativa dos Anestesiologistas (Coopaneste-SE), que há 28 anos congrega voluntariamente os profissionais no estado.
Em nota enviada à imprensa na noite desta segunda-feira (5), a cooperativa afirma que a categoria foi surpreendida pelo não pagamento integral dos serviços prestados em maio, que deveria ter ocorrido no dia 15 de agosto. Segundo a categoria, até o momento está sem previsão o pagamento do valor restante por parte da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).
A Cooperativa presta alguns serviços nos hospitais da rede Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) em todo o Estado há mais de seis anos.
“Em toda nossa história atendemos a população com zelo e dedicação, mas, sobretudo, temos resiliência em tolerar atrasos de pagamento. Essa prestação de serviço é o salário de maio que garantiria o sustento das nossas famílias, com o qual honraríamos os nossos compromissos e para muitos constitui a única fonte de renda. Essa situação preocupa-nos bastante, já que agora em 15 de setembro, outro pagamento (referente ao mês de junho) deveria acontecer”, diz na nota.
Para evitar uma greve geral, na quinta-feira (1) as escalas do HPM e eletivas dos Hospitais Regionais de Lagarto e Itabaiana foram suspensas, temporariamente, até que os pagamentos sejam regularizados. “Tranquilizamos à população que os serviços de urgência estão integralmente mantidos. Acreditamos na sensibilização dos gestores estaduais em buscar recursos adicionais a fim de suprir os custos operacionais da FHS”, conclui.
F5 News entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, que informou que o caso deve ser questionado ao setor jurídico da secretaria, porém as ligações não foram atendidas.
Foto: Will Rodriguez

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