Amamentação para desenvolvimento sustentável é tema de campanha mundial
Bancos de Leite em Sergipe precisam de doação Cotidiano 01/08/2016 07h57Da Redação
Além de fazer bem à saúde do bebê e da mãe, o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades sociais. Essa é a mensagem da campanha deste ano da Semana Mundial da Amamentação, realizada desta segunda-feira (1º) ao dia 7 de agosto. No Brasil, a ação é coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Segundo a presidenta do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP, Elsa Giugliani, o aleitamento pode contribuir para o cumprimento de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os 17 ODS , expressos em 169 metas, representam o eixo central da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste ano. Eles vão orientar as ações nas três dimensões do desenvolvimento sustentável – econômica, social e ambiental - em todos Estados-Membros das Nações Unidas até 2030.
Segundo ela, a amamentação previne muitas infecções no bebê - diarreia, pneumonia, otites, asmas, entre outras doenças. Contribui também para a prevenção do diabetes, do sobrepeso e da obesidade. Elsa lembrou que a mãe que amamenta tem menor chance de desenvolver diabetes e câncer de mama.
“O aleitamento materno também é muito democrático, acessível a todas as camadas sociais, é muito igualitário tanto para mulheres pobres quanto ricas. E é tido como uma das poucas práticas positivas de saúde mais frequentes nos países pobres, entre as mulheres mais pobres”, disse Elsa, acrescentando que isso ajuda a reduzir as desigualdades sociais.
Uma das formas é a doação através dos bancos de Leite, que são importantes aliados das mães que têm dificuldade em amamentar. O Banco de Leite Marly Sarney (BLH), em Aracaju, presta assistência ao binômio mãe-bebê, aberto de segunda à sexta-feira, e conta com um ambulatório de amamentação para mães que estão em aleitamento materno exclusivo. No local, o bebê pode ser acompanhado até os seis meses.
Atualmente, o Marly Sarney tem encontrado dificuldade para manter o estoque e, com isso, atender a demanda. O BLH coletou apenas 64 litros de leite no mês de junho, quando o necessário seria de 120 a 150 litros por mês.
Para doar leite humano é preciso que a mãe procure o banco de leite com o cartão da gestante e/ou os exames de pré-natal. “Na unidade, ela será avaliada se tem excesso de leite. Caso tenha, será orientada como retirar e conservar. O banco fornecerá o Kit da doadora, fazendo também o cadastro e marcando com a mãe o dia que irá buscar o que ela retirou. A mãe vai ao banco apenas uma vez para ser orientada e as doações subsequentes serão feitas na residência, retirando o leite humano e acondicionando nos frascos que são fornecidos pela unidade", informa Hélia Karla Agapito, gerente do BLH.
O Estado conta com três Bancos de Leite Humano (Aracaju, Lagarto e Itabaiana) e um Posto de Coleta que funciona em anexo à Maternidade Santa Izabel, também na capital sergipana.
"Vale ressaltar que não há perigo de faltar leite para o bebê. Quanto mais a mulher dá de mamar, mais leite ela vai produzir. O ato que estimula a produção de leite humano é a sucção do bebê", complementa Hélia Karla Agapito.
O Banco de Leite Marly Sarney (BLH) também precisa da doação de frascos de vidro com tampa plástica, itens geralmente usados pela indústria na comercialização de café solúvel. O material é utilizado para acondicionar o leite pasteurizado.
Disque Amamentação: (79) 3226-6335 e o (79) 3226-6337.
*Com Agência Brasil e SES

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