Alunos protestam por melhorias na escola estadual Djenal Queiroz
Cotidiano 03/03/2016 10h00

Por Aline Aragão e Will Rodriguez

“Governador, a culpa é sua, hoje a aula vai ser na rua”. A frase foi repetida em coro no protesto realizado por alunos e professores da escola estadual Djenal Queiroz, no bairro São José em Aracaju (SE), na manhã desta quinta-feira (03). Com cartazes e apitos eles tomaram a rua em frente à escola em protesto contra a falta de merenda escolar, estrutura e limpeza.

Parte do problema, segundo os manifestantes, é causado pela greve dos servidores da Administração Geral, que já dura 27 dias e reivindica a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), sancionado em abril de 2014 pelo governador Jackson Barreto (PMDB). A mobilização, a segunda em menos de um ano, está comprometendo os serviços nos Centros de Atendimento ao Cidadão (CEACs) e atividades administrativas e operacionais das escolas estaduais, de secretarias e empresas públicas.

Para o estudante Júlio Henrique, membro do grêmio estudantil, a situação é precária e não dá para estudar desse jeito. “Para que a aula comece os próprios alunos estão tendo que pegar a vassoura e limpar a sala, isso é um absurdo, a gente não está aqui pra isso”, reclamou.

Segundo a professora Cláudia Oliveira , os problemas na estrutura incluem um elevador que foi inaugurado, mas nunca funcionou; uma biblioteca que não atende aos padrões impostos pelo MEC; ares condicionados novos enferrujando no chão por falta de instalação, e até mesmo uma piscina, que poderia ser usada para prática esportiva, mas está abandonada. “Ter uma piscina em uma escola pública é coisa rara, mas os alunos estão sendo impedidos de usufruir desse benéfico, por falta de manutenção, é preciso que os engenheiros da SEED venham resolver esse problema”, disse.

Sobre a falta de alimentação, a professora disse que é uma constante. “Quando a gente denuncia chega comida, mas no outro dia já não tem, não se cumpre um cardápio e, como a gente precisa ficar até as 12h20, os alunos têm necessidade de ter uma alimentação adequada, mas isso não acontece”, afirmou.

Cláudia disse ainda que essa situação tem prejudicando não só o exercício da atividade dos professores, mas seriamente o aprendizado dos alunos, que precisam ter um espaço bom e agradável para estudar. “Hoje a escola está um lixo e nessas condições fica difícil”, lamentou.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a greve tem comprometido os serviços nas unidades, mas medidas paliativas estão sendo adotadas para minimizar os prejuízos. 

Foto: Will Rodriguez

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