Alunos estão sem merenda e transporte em Aracaju, denuncia sindicato
Cotidiano 14/10/2016 14h56 - Atualizado em 14/10/2016 17h21

Por Fernanda Araujo

Alunos da rede municipal de Aracaju estão com as aulas comprometidas por conta da falta de merenda ou de transporte escolar. O caso foi denunciado pelo Sindicato dos Professores (Sindipema), que aponta o problema em várias escolas, inclusive creches, entre elas a escola Otilia Macedo, no bairro 18 do Forte, e a Dr. Carvalho Neto, no bairro América.

Na escola Otilia Macedo, 500 alunos estão sendo liberados mais cedo por falta de merenda. Já na Dr. Carvalho Neto, 600 alunos estão sem ir à escola por falta de transporte escolar.

Segundo o presidente do Sindipema, Adelmo Menezes, 80% das escolas, ao todo 56, estão sem a merenda, além disso, são cinco escolas sem transporte.

“Ontem na Otilia a merenda que chegou foi uma goiaba para cada aluno, sem condições. Da falta de merenda as escolas estão liberando mais cedo, já as sem transporte estão sem aula, os professores estão indo à escola sem o aluno, ou seja, vai atrasar o ano letivo e terá que refazer o calendário”, afirma.

Atualmente são fornecidos dois tipos de merenda: da agricultura familiar e lanche de uma empresa terceirizada. O professor explica que a quantidade que chega é reduzida. “Na semana da criança as escolas fizeram cota para fazer cachorro quente, pipoca, por conta dos próprios funcionários, professores e direção”, diz.

No outro caso, com algumas escolas em reforma, a prefeitura teve que alugar um espaço para abrigar os alunos e contratou uma empresa de transporte para levá-los às aulas. Porém, segundo o Sindipema, a prefeitura não pagou à empresa, que suspendeu os serviços, deixando os alunos sem poder ir às aulas.

“Além de atraso de salário, ontem começou a pagar os professores ativos por letra e os aposentados não têm data prevista. E agora oito escolas estão sem professores porque acabou o contrato e não estão sendo substituídos. Não tem diálogo com a prefeitura, estamos tentando agora com o Tribunal de Justiça e com o Tribunal de Contas para solucionar”, completa Adelmo.

Em resumo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Educação disse ao F5 News que reconhece a situação de falta de merenda e de transporte, mas atribui o problema às greves dos professores e trabalhadores da educação, e à falta de recursos. A assessoria relata que medidas estão sendo tomadas apenas para efetivar o pagamento da folha. Para que o ano letivo nessas unidades não seja atrasado e os alunos prejudicados, a Semed afirma que vai tentar recuperar as aulas.

*Colaborou Ingrid Lima

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