Alunos da rede pública de Sergipe dão nota 5,6 para os professores
Cotidiano 29/12/2014 15h55Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
Nesta segunda-feira (29), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública de Sergipe (Sintese) apresentou o resultado da “Prova Final” - leia-se: educadores avaliam como gestões municipais e o Governo do Estado conduziram a política pública educacional, nos últimos 12 meses. O Estado, por exemplo, recebeu a nota 2.6. O portal F5 News pediu que dez alunos da rede pública de diferentes municípios sergipanos avaliassem a qualidade do ensino e do serviço prestado pelos professores. Os docentes da rede pública sergipana receberam a nota 5,6.
Os entrevistados puderam dar nota de zero a 10, as pontuações foram somadas e a média obtida a partir da divisão do resultado final pelo número de notas. Para um dos entrevistados, o estudante Daniel Alves, vários os fatores desmotivam os professores fazendo com que eles deixem a desejar em alguns aspectos. “A organização e infraestrutura de alguns colégios são péssimas e às vezes, os professores e até diretores não têm compromisso. Já presenciei alguns que deixavam de ir trabalhar para ficar em um bar bebendo e muitas vezes nós ficávamos sem ter o conteúdo completo”, lamenta.
Já no entendimento do aluno de uma escola estadual no interior do estado, Jorge Hermam, falta a contrapartida dos gestores para melhorar o trabalho dos professores. “Alguns professores têm boa vontade, mas com os salários sempre atrasados, fica complicado dar o melhor”, opina.
A estudante do 3º ano do ensino médio, Eduarda Souza, acredita que apenas a união de ambas as partes para a construção de uma escola pública de qualidade. “Se todos parassem de pensar apenas nos benefícios próprios e se comprometessem com a melhoria da educação, desde o respeito e valorização dos professores, até o incentivo aos alunos para que se esforçassem mais, nós teríamos uma escola muito melhor”, argumenta.
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado no último mês de setembro pelo Ministério da Educação (MEC), colocou o estado como um dos cinco piores do país no quesito, como uma média de 3,2. Abaixo da meta prevista que era de 3,8.
Quando os dados foram divulgados, a A Secretaria de Estado da Educação (SEED) divulgou uma nota reconhecendo que “precisa discutir o processo educacional para reverter esse quadro no menor espaço de tempo, juntamente com as escolas da rede, com gestores, professores, estudantes e pais.”
A Secretaria informou que já vem desenvolvendo vários ações como a estruturação das suas escolas, nomeação de aproximadamente 3 mil professores, adesão a todos os programas do Governo Federal como o Ensino Médio Inovador; o Pacto pelo fortalecimento do Ensino Médio, o Mais Educação e o Programa de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que estariam dando às nossas escolas suporte para melhorar a aprendizagem dos alunos nos diversos níveis de ensino.

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