Aluno da PM que brincou com arma deve ser preso quando receber alta
Inquérito policial será instaurado para apurar o caso
Cotidiano 31/08/2015 14h00

Por Fernanda Araujo

O recruta da Polícia Militar que fingiu um assalto contra um policial e acabou sendo baleado, está com quadro de saúde estável, mas não tem previsão de alta. Felipe Júnior Santos, de 26 anos, saiu da Ala Vermelha do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e passou por um procedimento de drenagem no tórax. No momento, ele se encontra na Ala Verde, setor de traumas do hospital, conversa normalmente e passa bem.

O tenente-coronel Paulo Paiva, relações públicas da PM, afirma que Júnior, aluno do Curso de Formação de Soldados (CPSd), no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) em Aracaju (SE), não poderia estar armado na ocasião, sendo que ele retornava de um jantar.

“Apesar dos alunos do CPSd já estarem habilitados ao uso da arma e terem cautelado sob sua responsabilidade um revólver calibre 38, havia uma determinação expressa do Comando da Polícia Militar, do Comando do CFAP, para que eles só usem a arma quando em serviço, incluindo-se aí o trajeto entre a casa e o quartel, e vice-versa”, explica.

Júnior foi autuado em flagrante delito pela Corregedoria Geral da Polícia Militar por porte ilegal de arma. Sobre o policial do Batalhão de Choque que fez o disparo, identificado como Gomes, ficou entendido inicialmente que o soldado agiu em legítima defesa, por isso não foi preso. Um inquérito policial militar será instaurado para apurar o caso.

O caso

O soldado Felipe Júnior e o policial Gomes residem no mesmo condomínio, no bairro Siqueira Campos. Na sexta-feira (28) à noite, Júnior estava sendo levado para a sua residência de carona na garupa da moto de um colega do CPSd, identificado como Markezin, de 32 anos, ambos de capacete. Segundo as primeiras apurações, Júnior ao desembarcar sacou a arma, numa brincadeira, e o policial Gomes, que estava esperando a esposa na porta de casa, achou que fosse um assalto e disparou a pistola .40 contra ele.

“O Markezin não estava armado e não sabia que seria feita essa brincadeira inconsequente. Gerou toda essa situação que poderia ter terminado de uma forma muito mais trágica. Júnior se recupera da grave lesão que sofreu no peito direito, tão logo ele se recupere – o que a gente deseja que seja o mais rápido possível – responderá criminalmente, com o direito devido a processo legal e ampla defesa”, ressalta Paiva.

Foto: reprodução Facebook

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