Alimentação saudável e atividade física são aliadas para prevenir doenças renais
Cotidiano 09/03/2017 13h08 - Atualizado em 09/03/2017 14h28Por Fernanda Araujo
As doenças renais crônicas têm maior probabilidade de se desenvolver em pessoas obesas, em especial entre hipertensos e diabéticos, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). E é por isso que hábitos saudáveis simples são os melhores aliados para prevenir a doença. Hoje (9), data anual escolhida para lembrar sobre as doenças do rim, campanhas estão sendo realizadas para conscientizar a população.
A Organização Mundial da Saúde estima que em 2025 esta condição atingirá 18% dos homens e mais de 21% das mulheres, e a obesidade grave a 6% dos homens e 9% das mulheres no mundo. Uma situação preocupante que pode ser evitada se a pessoa preferir comidas saudáveis, beber bastante água e fizer atividade física, como indica o enfermeiro do Hospital do Rim, Igor Laytynher.
“Mais de 90% dos pacientes hoje que descobrem que têm doença renal crônica não tiveram prevenção, descobriram a doença no estágio grave em que já precisa da máquina (de hemodiálise). E a obesidade é um dos grandes fatores de risco que predispõe a doença renal. Então, a alimentação, atividade física, ingerir substância hídrica adequada, todo o conjunto desses fatores faz com que o rim funcione de maneira correta”, explica.
Aliado ao controle da dieta, importante ainda para reduzir os riscos é procurar o médico, pelo menos uma vez no ano, para fazer exames de rotina do corpo inteiro para o diagnóstico precoce, sobretudo quem tem histórico familiar.
O acompanhamento, segundo o enfermeiro, pode retardar por dez anos ou mais a insuficiência renal e a necessidade do paciente precisar da máquina (que filtra o sangue).
“O médico nefrologista acompanha gradativamente a função renal do paciente. Existem estágios da disfunção renal, só fica dependente da máquina no estágio 5, quando o paciente tem insuficiência renal; se descobre no estágio 1 que está tendo indicativo de começo de falência, ele será acompanhado por nutricionista. Assim ele já fica um paciente mais informado, sabendo o que pode ou não fazer”, diz Igor.
Entre as causas mais comuns, a hipertensão, diabetes e, nas mulheres, a infecção urinária recorrente e mal tratada, em alguns casos, trazem lesões renais e predispõem à doença.
Os principais sintomas são inchaço, edema nos membros inferiores e ureia descompensada. Existem três modalidades de tratamento: a hemodiálise, diálise peritoneal e o transplante de rim (que não é a cura).
“Com o tratamento, o paciente passa a ter restrições hídrica e alimentar durante toda a vida, quando faz hemodiálise fica dependente da máquina três vezes por semana por quatro horas. A gente costuma dizer que não é o paciente que se torna renal, mas toda a família porque terá que se adequar a um novo estilo de vida. A doença renal é silenciosa e cresce a cada dia, são mais pacientes dependendo da máquina para sobreviver, algumas medidas aparentemente bobas e fáceis de fazer em casa podem ajudar a prevenir”, ressalta Igor.
Nesta quinta, o Hospital do Rim abriu as portas, das 8h às 17h, para a população com o objetivo de alertar para a prevenção. Mais de 100 pessoas já passaram pela unidade nesta manhã realizando aferição de pressão, glicemia, IMC e exame de urina. O paciente que tiver predisposição a desenvolver insuficiência renal já é encaminhado ao nefrologista. A ação de conscientização e diagnóstico acontece na clínica que fica na rua Arauá, Centro de Aracaju (SE).

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