Agentes socioeducadores denunciam irregularidades na Fundação Renascer
Cotidiano 27/06/2012 12h00

Por Márcio Rocha

Na manhã desta quarta-feira (27), agentes socioeducadores da Fundação Renascer, entidade responsável pela custódia de menores infratores em Sergipe, realizaram manifestação na porta da unidade da avenida Tancredo Neves, onde reivindicaram negociações com a direção por melhorias nas condições de trabalho e esclarecimentos a respeito de gratificações pagas a pessoas que não trabalham com os menores custodiados na unidade.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Socioeducadores de Sergipe, Sidney Guarany, pessoas que não trabalham na unidade estão recebendo gratificação e adicionais como se desempenhassem a função no local. Uma paralisação das atividades foi feita no dia 13 para pressionar a abertura do canal de negociações com a direção da entidade.

“A Fundação não esclareceu quem são as 331 pessoas que estão recebendo gratificações por trabalho desempenhado como agente, sendo que essas pessoas não trabalham. Nós realizamos uma paralisação das atividades para que possam nos atender e negociar conosco. Existem irregularidades que devem ser corrigidas e também queremos negociar um reajuste salarial, pois há cinco anos não recebemos aumento.”, disse Guarany.

Houve uma reunião com a secretária de Inclusão Social, Eliane Aquino, na qual ficou definido que os nomes de ocupantes de cargos da fundação seriam discriminados. A presidente da Fundação Renascer não cumpriu com o acordo e não passou a relação para o sindicato. Segundo Sidney Guarany, essas pessoas não têm direito à gratificação.

“Existem gratificações pagas de forma irregular e também pessoas que recebem diárias sem trabalhar na ação direta com os menores. Foram cargos criados pela fundação, que estão sendo pagos de maneira ilegal. E policiais também trabalham há cinco anos aqui sem agir diretamente com os menores”, afirmou.

Os agentes também reclamam de condições de trabalho. Os equipamentos de proteção individual foram conquistados por agentes que entraram com ações na justiça contra a fundação. Quem não partiu para o caminho legal trabalha desprotegido, de acordo com Guarany.

“A Unidade Socioeducativa é um barril de pólvora e os menores fazem rebeliões constantes. São apenas dez agentes por turno, para cuidar de 60 internos. Na última rebelião, eles quebraram tudo e nós que ficamos sem segurança nenhuma, sequer para nos defender dos internos em caso de ataque.”, reclamou.

A assessora de comunicação da Fundação Renascer, Camila Santos, afirmou que a Fundação Renascer mantém uma interação permanente entre a diretoria executiva e o sindicato da categoria de agentes de medidas socioeducativas, assim como com todos os demais servidores que, segundo ela, frequentemente são recebidos no gabinete da presidência.

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