Agentes socieducativos de Sergipe ameaçam deflagrar greve
Cotidiano 27/07/2016 11h31Por Will Rodriguez
Os agentes que trabalham nas unidades de medidas socioeducativas de Sergipe ameaçam deflagrar uma greve por tempo indeterminado. A categoria tem realizado paralisações pontuais e nesta quarta-feira (27) fez um protesto na porta da Fundação Renascer, gestora do Cenam e da Usip, em Aracaju.
Os servidores estão insatisfeitos com a demora do governo para elaboração do PCCV da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança e Medidas Socioeducativas do Estado de Sergipe (Sindasse/SE), Clichardson Hipólito, os agentes querem o instrumento para assegurar a progressão na carreira, no entanto, o governo não estaria dando perspectivas sobre a demanda. “O nosso salário-base hoje é de apenas 673 reais, comparado com os demais servidores do Estado, inclusos no PCCV geral, que assim como nós, são de nível médio, fica explícito a discrepância, visto que, eles recebem não menos que 1.300 reais no início de carreira”, argumenta.
Os agentes também se queixam do atraso no pagamento do ticket-alimentação, que segundo eles, ocorre desde o início da atual gestão. “É inaceitável que tenhamos que tomar medidas, como por exemplo, ocupar a sede da Fundação para ter efetivado tal direito”. E também da falta de condições de trabalho.
“Nos últimos três anos, o gasto com manutenção das unidades, beira a casa dos 10 milhões, no entanto, quando nos defrontamos com a realidade da estrutura física das mesmas, nos indagamos onde foram empregados esses recursos. Somos obrigados a desempenhar nossas atividades em ambientes insalubres, imundo, as celas exalando um mau cheiro insuportável, esgoto a céu aberto, infiltrações, todo o nosso material necessário para o desempenho das atividades, como coturnos, fardas são custeados pelos próprios agentes”, denuncia Hipólito.
A Assessoria de Comunicação da Fundação Renascer informou ao F5 News que as paralisações não têm alterado a rotina das atividades nas unidades. Ainda segundo a instituição, a elaboração do PCCV tem sido discutida com o governo do Estado e com o Poder Legislativo, no entanto, ainda não é possível dar uma previsão específica sobre a implantação do plano, que dependerá de aprovação na Alese.
Quanto ao repasse do auxílio-alimentação, a Fundação esclareceu que o atraso foi decorrente de um problema da empresa contratada para gerir o benefício. Segundo a Renascer, o atraso é de apenas um mês, contudo, parte dos servidores recebeu o valor do ticket nessa terça-feira (25) e os demais devem receber até esta quinta-feira (28).
Em relação à possibilidade de deflagração de um movimento paredista, a assessoria da Renascer, afirma reconhecer o direito dos trabalhadores, mas que a Fundação espera poder contar com o trabalho dos agentes.
Foto: F5 News

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