Agentes penitenciários fazem acordo com Sejuc e voltam a trabalhar
Estado de Sergipe vai estudar possibilidade de realizar concurso Cotidiano 25/08/2015 12h45Por Fernanda Araujo
Após reunião com a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania de Sergipe (Sejuc), que ocorreu na última segunda-feira (24), vários pontos foram acertados com o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen), entre eles, a realização de concurso público e a criação de um plano de carreira. Os agentes já retornaram aos serviços normalmente.
Para a categoria, a reunião foi produtiva. O secretário Antônio Hora apresentou alguns paliativos pontuais visando à solução do problema de forma imediata. Ficou acertado avaliar a gratificação por plantão extraordinário do agente penitenciário, além de apresentar um projeto de lei à Assembleia Legislativa, o que destravaria a carreira dos agentes.
Durante a reunião, o secretário se comprometeu ainda a analisar a proposta do concurso público para 500 vagas. O ingresso da Força Nacional para os presídios, com aproximadamente 150 homens, já foi convocado. Segundo o secretário, em entrevista ao programa de rádio local 103 FM, a Força Nacional deve permanecer por tempo indeterminado ou até a realização do concurso.
Sobre o plano de carreira, a secretaria deve protocolar esse anseio da categoria ao governador do Estado, Jackson Barreto. A respeito da falta de equipamentos de segurança nos presídios – ideais para fazer as revistas de visitantes – o processo de aquisição já foi iniciado através de licitações e deve estar em posse dos agentes em breve, de acordo com Antônio Hora. O mês de setembro foi dado como prazo pelo Sindipen para que essas primeiras situações sejam implementadas.
Comprometimento
Ao programa, Antônio Hora afirmou que o vice-governador Belivaldo Chagas se comprometeu a convocar uma equipe de análise para que essa proposta seja analisada e seja comparada com as reais condições do Estado, e possa aprovar o plano de cargos e carreiras da categoria com os direitos garantidos.
“Nós falamos na reunião que mesmo que seus direitos sejam lícitos, as reivindicações são justas, quando os agentes param quem paga é a sociedade porque a insegurança reina. Os 20 presos que fugiram em Glória (Preslen) estão causando terror e pânico na população, não que eles estejam cometendo atos criminosos, mas as pessoas se sentem inseguras. Não podemos permitir que a sociedade viva nesse clima de estar sempre refém da bandidagem. Os guardas entendem e vão mais uma vez ao sacrifício, expor suas vidas ao perigo, mas pra assumir esse compromisso com a sociedade, mostrando que em toda a categoria há pessoas de bem”, disse.
Sobre o episódio da fuga de detentos de Nossa Senhora da Glória, o secretário de Justiça cobrou que a investigação da Polícia Civil seja concluída e que identifique se houve facilitação da fuga. “Se houve participação, negligência por parte de alguém, que seja punido severamente para que a gente mostre que a nossa categoria, em sua grande maioria, é formada de excelentes profissionais”, concluiu.
Foto: arquivo F5 News
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