Agentes de saúde e endemias discutirão greve
Depois de ato, Secretaria de Saúde marca reunião com categoria Cotidiano 02/09/2014 07h44Por Elisângela Valença
Logo mais, às 14 horas, na Praça Camerino, Centro de Aracaju, os cerca de 900 agentes comunitários de saúde e os cerca de 300 agentes de combate a endemias se reunirão em assembleia geral das categorias. Em pauta, a possibilidade de retomar a greve que foi suspensa em julho.
Segundo eles, o motivo é a falta de negociação com a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Nós tivemos uma reunião com a secretaria no dia 12 de agosto. Eles pediram um prazo até o dia 22 do mesmo mês para uma posição. Já estamos em setembro e não tivemos resposta”, disse Roberto Messias (foto principal), presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate a Endemias (Sacema).
Dentre as principais reivindicações, estão o piso salarial, plano de carreira, auxílio fardamento e condições de trabalho. O piso da categoria é de R$ 1.014, definido pela lei 12.994/2014, sancionada em junho pela presidente Dilma Rousseff. “Nosso salário é de cerca de R$ 700”, disse Roberto. “Agora, não temos piso, imagina plano de carreira. Não há nem conversas sobre o assunto”, completou.
Segundo Roberto, foi aprovada em dezembro de 2013 uma lei municipal que define o auxílio fardamento no valor de R$ 400. “Nunca recebemos”, afirmou. “Além disso, falta caneta, lápis, papel, cartão de vacina das crianças, pilha para a balança. Não temos condições de trabalho alguma”, disse.
A categoria está paralisada desde ontem, quando fez um ato na porta da SMS. No início da manhã de hoje, o secretário de Saúde, Luciano Paz, chamou o Sacema para uma reunião às 9h30. “Levaremos o resultado da reunião para a assembleia da categoria para avaliar e definir uma posição”, disse Roberto.
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