Agentes de limpeza entram em greve geral em Aracaju
​Cavo alega que Prefeitura deve mais de R$ 50 milhões à Estre; Emsurb nega débito.
Cotidiano 08/02/2017 09h55 - Atualizado em 08/02/2017 11h50

Por Fernanda Araujo

Trabalhadores da limpeza urbana de Aracaju (SE) decidiram entrar em greve nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (8). Os serviços de coleta de lixo e varrição na capital estão suspensos pelos garis e margaridas por tempo indeterminado, até que a Cavo pague o salário de janeiro, como informou o sindicato da categoria (Sindelimp).

Segundo o sindicato, a greve é geral. O assessor jurídico do Sindelimp, Alexsandro Santos, afirma que, mesmo com a chegada do quinto dia útil do mês, até agora a empresa não divulgou o calendário de pagamento e nem deu previsão.

“Além disso, tem outros problemas. A água entregue aos trabalhadores é insuficiente, a empresa quer contratar camelo, que é quem bebe água a cada cinco dias. Já protocolamos denúncias sobre as condições de trabalho no Ministério Público e na Emsurb, o Ministério Público do Trabalho ajuizou ação com relação às demissões em massa, agora estamos aguardando”, afirma o assessor.

Conforme o Sindelimp, quase 50% do quadro de trabalhadores foi reduzido na empresa. “Eles ainda estão demitindo. Era para ter 51 equipes, hoje só está funcionando com 27. Inclusive, estamos apreensivos com relação à rescisão dos trabalhadores. Se o contrato com a Prefeitura vence dia 5 de março, como a empresa vai fazer o pagamento, como vai garantir essas rescisões?”, questiona Alexsandro.

Em nota, a Cavo disse que a administração de Aracaju deve mais de R$ 50 milhões à Estre ambiental, grupo ao qual a empresa pertence. “Isso traz problemas operacionais para a empresa e prejudica a plena prestação dos serviços. A empresa espera que este débito seja equacionado o mais breve possível para, assim, normalizar suas atividades”, conclui.

Já o presidente da Emsurb, Mendonça Prado, afirmou que a prefeitura não está em atraso com a Cavo. Através da assessoria de comunicação da PMA, Mendonça Prado informou que o pagamento à empresa está normalizado e que a paralisação de hoje é “sem sentido”.

“A empresa será notificada e penalizada. A Cavo alega que outras prefeituras não estão fazendo o pagamento, por isso está sem caixa para pagar os funcionários de Aracaju. Mas isso é inadmissível. A população não pode pagar por um erro da empresa Cavo. Se a empresa não regularizar o serviço, que está acertado contratualmente, poderá haver o cancelamento. O pagamento está sendo realizado. Nós, inclusive, pagamos uma dívida anterior a nossa gestão”, completa o gestor.

Foto: arquivo 

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