Agentes de limpeza deflagram greve a partir do próximo dia 7, em Aracaju
Todos os serviços de limpeza urbana, como varrição e coleta de lixo, serão suspensos por tempo indeterminado. Cotidiano 05/12/2016 11h17 - Atualizado em 05/12/2016 13h51Por Fernanda Araujo
Após paralisarem o serviço de varrição por 24 horas, em Aracaju (SE), os agentes de limpeza contratados pela Cavo deflagraram greve a partir da próxima quarta-feira (7). A decisão foi tomada de forma unânime, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (5).
A categoria repudia a demissão em massa feita pela empresa, atual responsável pela limpeza urbana da capital sergipana, fato que, segundo o sindicato (Sindelimp), afronta o acordo coletivo firmado no dia 24 de setembro, perante o Ministério Público do Trabalho.
Todos os serviços de limpeza urbana serão suspensos na cidade, entre eles a varrição e a coleta de lixo, deixando apenas 30% do efetivo – percentual determinado por lei.
“Se não tiver diálogo, nem da empresa, nem da prefeitura, vamos paralisar. Não queremos isso, mas a Cavo não se pronuncia. A demissão descumpre o acordo coletivo. Não pode existir uma demissão em massa. Isso foi de imediato”, diz o vice-presidente do Sindelimp, Anderson Vidal.
Na última sexta-feira (2), segundo Vidal, a Cavo deu início às demissões dos agentes de limpeza responsáveis pela varrição. Foram demitidos 160 profissionais e hoje outros deixaram a empresa. O sindicato afirma que a empresa pretende demitir não mais 270, mas 300 pessoas.
“A prefeitura anunciou que foram R$ 8 milhões a menos do contrato emergencial com a Cavo, então isso cai na conta do trabalhador, a empresa não aguentou e agora quer demitir porque, segundo eles, a prefeitura não tem honrado os pagamentos”, afirma o vice-presidente.
F5 News entrou em contato com a empresa Cavo que, através de sua assessoria, manteve a posição da última nota enviada na sexta-feira, 2. Veja nota na íntegra. “Devido à crítica situação financeira da prefeitura de Aracaju, a limpeza pública na cidade será readequada para atender a capacidade de pagamento da administração municipal, com consequente redução de equipes apenas de varrição, conforme acordo firmado entre a prefeitura e a Cavo, mediado pelo Ministério Público Estadual”.
Foto: arquivo F5 News

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