Agente penitenciário: "nunca sei se vou voltar para casa no carro do IML"
Categoria cobra reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho. Sejuc diz que mantém diálogo
Cotidiano 22/09/2016 16h58 - Atualizado em 22/09/2016 18h05

Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo

Assustados. É assim que os mais de 500 agentes do sistema prisional de Sergipe trabalham diariamente. Além da superlotação nas cadeias, os trabalhadores denunciam a falta de condições básicas de trabalho pela ausência de equipamentos de segurança, por exemplo.

A categoria segue acampada na porta do Paládio dos Despachos, na zona Sul de Aracaju, até esta sexta-feira (23), numa tentativa de sensibilizar o governo para atender aos seus pleitos, entre eles, a reestruturação da carreira, o concurso público e a melhoria da infraestrutura das unidades.

“Estamos aqui para mostrar ao governo que a categoria está disposta a resolver essa situação tão precária do sistema prisional, que infelizmente o próprio governo do Estado criou com a falta de investimentos”, disse o presidente do Sindipen, Luciano Nery.

Durante o ato realizado nesta quinta-feira (22), o agente penitenciário Robério Silva, que trabalha há 11 anos no Copemcan, em São Cristóvão, apontada como a unidade em estado mais crítico, conversou com F5 News e relatou a insatisfação dos trabalhadores.

Em entrevista à TV Sergipe essa semana, o governador Jackson Barreto (PMDB) declarou que os problemas no sistema decorrem, também, do bloqueio de recursos por parte do Ministério de Justiça. O Sindipen rebate a informação.  “Na realidade, nos últimos anos, o governo de Sergipe devolveu recursos para o Departamento Nacional do Sistema Penitenciário, órgão do Ministério da Justiça”, alega Nery.

O secretário da Justiça, Antônio Hora, disse que a pasta continua viabilizando o diálogo dos trabalhadores com o governo, mas pede compreensão por conta do momento de instabilidade econômica. “Não adianta assumir um compromisso que não pode cumprir. Precisamos ter cautela, não podemos deixar que esse ato traga transtornos à sociedade”, afirmou.

Ainda segundo a Sejuc, a equipe econômica do governo ainda estuda o impacto financeiro da realização do concurso público para só então publicar o edital. Quanto às questões estruturais, a pasta informou que a aquisição de equipamentos de segurança está em andamento, as munições letais já foram adquiridas e serão distribuídas até outubro, já os coletes balísticos estão em processo de licitação.

“O trabalho que iniciamos há dois meses está sendo finalizado, o governo investiu 385 mil reais adquirindo aparelhos de raios-X, para implantar na frente dos presídios, melhorando a segurança e as condições de trabalho”, concluiu Hora.

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