Agente é preso acusado de facilitar entrada de celulares no Copemcan
Cotidiano 08/02/2017 20h19 - Atualizado em 08/02/2017 20h29

Por F5 News

Um agente prisional foi preso em flagrante, nesta quarta-feira (8), portando 50 aparelhos de telefone celular que seriam entregues a detentos no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), no município de São Cristóvão. O servidor Rosemberg Conceição de Souza, de 41 anos, é acusado de integrar um esquema para facilitar a entrega de objetos ilícitos aos presos. O agente já vinha sendo monitorado pelo serviço de inteligência da Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc). Ao chegar ao trabalho com uma mochila grande e pesada, nesta quarta, Rosemberg foi abordado e confessou que eram celulares que seriam entregues a um presidiário.

Além dos cerca de 50 celulares, foram apreendidos carregadores, fones de ouvido, chips, isqueiros fora dos padrões permitidos; comprimidos com venda proibida no Brasil, que seriam estimulantes sexuais; e a quantia de R$1.900,00 em espécie, correspondente à primeira parcela do pagamento pelo serviço.

“Ao total, ele receberia o valor de cinco mil reais pela entrega dos celulares no interior do presídio. Ele também confessou que essa seria a quinta vez que praticava esse mesmo crime no Copemcan”, relata a delegada Mayra Moinhos, responsável pela investigação.

Segundo os investigadores, a entrada dos materiais era combinada com a esposa de um dos detentos, que também era responsável pelo pagamento da propina ao agente.

Cada aparelho tinha uma identificação no verso, e a polícia está tentando averiguar essa relação. “A princípio, parecem iniciais das pessoas às quais aqueles celulares seriam entregues, mas tudo isso será averiguado posteriormente durante as investigações”, afirma a delegada.

O servidor trabalhava como guarda prisional há 12 anos e estava há cerca de um ano e meio no Copemcan. Anteriormente, ele havia sido afastado pela Corregedoria da Sejuc por se apresentar ao trabalho embriagado e sob a influência de drogas. À época, a Corregedoria o obrigou a se submeter a tratamento psicológico.

O agente detido será indiciado pelos crimes de corrupção passiva, inserção de aparelho telefônico em ambiente de custódia e fornecimento de substância medicamentosa que cause risco. Sua pena é estimada em 15 anos de prisão.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Sejuc (Sindpen) manifestou repúdio ao comportamento do agente penitenciário. “Este é um caso isolado e que não condiz com a conduta dos demais agentes penitenciários que atuam nos presídios sergipanos. O Sindpen se coloca à disposição da Polícia Civil e dos diversos órgãos da Justiça para colaborar com o esclarecimento deste fato e também de outras irregularidades no sistema prisional de Sergipe”, diz em nota. 

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