Adiamento de reunião da Caixa Beneficente da PM gera reclamações
Cotidiano 02/04/2012 17h27

Por Sílvio Oliveira

Uma reunião marcada para acontecer entre os reformados da PM e um grupo articulado pelo coronel Pontual, nesta segunda-feira, 2, na sede da Caixa Beneficente da Polícia Militar de Sergipe, terminou em reclamações na porta da entidade. Muitos dos oficiais reformados vieram do interior do Estado e só ficaram sabendo do cancelamento do encontro ao chegar à porta da Caixa Beneficente.

A reunião seria para discutir os novos rumos da entidade e como poderá ser feito o pagamento do abono pecuniário pago por mais de 200 associados à Caixa Beneficente e que nunca receberam nada.

O ex-sargento Cruz veio do município de Nossa Senhora do Socorro e ficou surpreso ao saber que não haveria a reunião. “Viemos do interior e é uma falta de respeito”, reclamou.

Quanto à discussão que permeou o bate-papo dos reformados, de que a Caixa Beneficente não iri

a pagar o abono pecuniário a que eles têm direito, sargento Cruz disse que pagou por três anos um valor pelo qual deveria hoje receber 50 salários mínimos, mas nunca sinalizaram fazer o pagamento de uma única parcela. “A Caixa faliu. Coloquei um advogado para receber o que tenho direito, mas hoje está tudo parado”, argumenta.

O ex-major Airton, do povoado Areia Branca, também disse que pagou, mas não há esperanças em receber, pois acredita que há "muita enrolada" na gestão da entidade militar.

O subtentente Edson Almeida (foto menor) esteve no local para informar o motivo do  cancelamento da reunião, mas que uma nova data iria ser confirmada com o coronel Pontual, a fim de que todos possam tratar dos rumos da Caixa Beneficente da Polícia Militar de Sergipe. “Ele (coronel Pontual) não pode comparecer por motivos pessoais, mas uma nova reunião será marcada. Sei que muitos vieram do interior, são reformados, mas discutir a questão do débito do abono pecuniário é bem mais relevante”, disse.

Ele não titubeou em alfinetar a gestão do coronel dos Anjos, ao dizer que este quer acabar com a entidade e ficar com o prédio do colégio militar. “Os colégios são de propriedade da Caixa e houve um leilão em 2008 e quem quis comprar? O próprio contador da Caixa para que fosse comprado por eles. O negócio dele é ficar com os prédios”, afirma.

O coronel dos Anjos informou que não sabe o por quê da reunião, não sabe quem convocou, não saberia dizer também o por quê do subtenente Almeida fazer esse tipo de comentário sobre ele. “Estou afastado da Caixa para tratamento de saúde e não tenho nada a declarar”, enfatizou.

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