Acordo viabiliza que serviço de hemodiálise não seja suspenso em SE
Pacto foi feito no MPE entre SES, prestadora do serviço e gestores Cotidiano 22/02/2016 12h00Por Fernanda Araujo
Os serviços de hemodiálise e diálise do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e do Hospital Regional de Lagarto não foram suspensos, como foi antecipado na semana passada pela empresa prestadora do serviço de nefrologia. O atendimento seria suspenso nesta segunda-feira (22), pelo Serviço de Nefrologia de Sergipe (Senefro), devido à falta de repasses do governo do Estado, no entanto, foi feito um acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A equipe de reportagem do F5 News foi ao Huse para verificar a situação. A assessoria de comunicação do hospital informou que no sábado (20) representantes da secretaria, através da Fundação Hospitalar de Saúde, e da Senefro, juntamente com técnicos e gestores da unidade hospitalar, se reuniram no Ministério Público do Estado e entraram em negociação.
Na reunião ficou pactuado que hoje não haveria paralisação dos serviços de hemodiálise em nenhum dos hospitais. Em nota, a SES afirma que todos os pacientes continuarão com os seus tratamentos, sem interrupção. No Huse são atendidos, em média, 25 pacientes por dia dentro e fora do setor de nefrologia, seja na UTI ou no Pronto Socorro.
O repasse em torno de R$ 9 milhões estava atrasado desde abril de 2013, segundo a empresa. Em audiência realizada no Ministério Público do Estado, dia 11, a FHS reconheceu que, apesar de parte da dívida com a Senefro, cerca de R$ 3 milhões, já ter sido paga, sobrou o restante - aproximadamente R$ 7,5 milhões, negociado em parcelas ordinárias, mas que não vêm sendo pagas desde maio de 2014. O MPE destacou que em 2015 o governo já havia descumprido uma recomendação da instituição por conta da falta de quitação constante. A Senefro chegou a reduzir o horário do atendimento no Huse, fato que, conforme aponta o MP, resultou em óbitos e diversas consequências à saúde dos pacientes.
O MPE entrou com ação para bloquear a verba pública do Estado, na ordem de R$ 7,6 milhões, para custear a realização dos serviços de hemodiálise e diálise peritoneal nos pacientes internados nas unidades, bem como para promover o pagamento dos serviços prestados. Até então a ação não foi julgada, o processo está em andamento no Tribunal de Justiça de Sergipe.
Foto: arquivo F5 News

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