Ação popular contra tarifa será reaberta no Ministério Público
Cotidiano 17/05/2013 20h15

Por Fernanda Araujo

 

O Movimento Não Pago entrou com ação popular no Ministério Público, questionando o aumento para R$ 2,45, se o valor anterior que poderia ser aprovado pelos vereadores era de R$ 2,43, além de outros temas que constam na planilha de custos do Setransp.

“A gente já conseguiu uma vitória que foi a duração máxima da frota de ônibus em até sete anos, foi uma ação que entramos no ano passado. Mas, esses dois centavos da população de Aracaju vão gerar um lucro muito maior”, diz João Paulo Dória, um dos coordenadores do movimento.

Reunidos na praça Olímpio Campos na tarde de hoje (17), em frente à Catedral, os representantes do movimento receberam a participação de estudantes de algumas escolas estaduais, como o Colégio Atheneu Sergipense e o Dom Luciano.

“Desde que a tarifa foi aprovada na semana passada, a gente teve o primeiro ato menor na segunda com 30 pessoas. Na quarta tivemos 150, a tendência é só aumentar. A gente percebeu que, a partir dessa agitação na rua, os estudantes se juntaram mais ao movimento. Hoje estamos vendo que a resposta dos estudantes das redondezas foi muito maior, então a gente quer fazer esse percurso de novo”, afirma Dória.

Apesar das queixas dos motoristas que enfrentaram engarrafamento ocasionadas pelo fechamento da avenida Barão de Maruim, em última mobilização na quarta-feira (15), eles anteciparam que, novamente, iriam fechar as ruas, o que ocorreu no final da tarde de hoje (leia em Movimento Não Pago fecha avenidas e promete parar Aracaju).

João Paulo entende que todas as vias legais foram esgotadas, desde as tentativas de negociações. “Apresentamos um estudo que fizemos com relação à planilha de custos, e fomos extremamente desrespeitados; nas últimas duas vezes que teve votação na Câmara, fomos impedidos de entrar na sessão. Então, a gente entende que é só dessa forma, radicalizando. A população tem que entender que é uma forma de colocar a contradição. Fechando ruas, fazendo manifestação, a população vai achar ruim, porque vai gerar transtorno, mas vai incomodar também os governantes”, disse.

Segundo ele, as manifestações irão continuar até que eles sejam atendidos. 

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